sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Fui deixando de ser

Nada eu podia do meu gosto escolher
Era uma prisão que vivia em liberdade
Escolhia o que o outro queria
Escolhia o outro que comigo vivia

Minhas vontades acabavam
Mas assim eu vivia mais
Mas vivia as vontades minhas
De fazer o outro feliz

Foi vivendo assim que deixei de viver
Foi perdendo a vida que ganhei a morte
Foi morrendo que deixei a vida
Foi deixando a vida que aprendi

Aprendi a ser quem sou...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Quero sua mão

Tudo ia ao vento
Ao vento ia tudo
Ao tudo vento ia
Vento ao tudo ia

Misturavam as coisas
O amor e a dor
O valor e o penhor
A flor que faz o amor
Aumentar o seu valor

Barreiras me impediam
De chegar até você
Que era quem eu queria
Assim eu sofria de amor

Mas sofria também de escolha
O que fazer, quem ser
Pararia de sofrer?

Na minha cabeça
Tudo ia ao vento
Que era o meu
Pensamento

E o que eu quero
É sua mão
Pode ser em casamento
Mas no momento
Quero ela na minha cabeça
Que é pra desembaraçar
Meu pensamento
E acabar com o meu
Sofrimento

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Nefasto

Tudo ia tão bem
Se não fosse o nefasto
Que deixou aquele rastro
No vai e vem

Foram corpos pra cá
Corpos pra lá
Todos sem vida nenhuma
E sem, chance alguma

Nefasto não foi a situação
Nefasto foi à situação
Causou tudo e foi embora
Sem dor, na mesma hora

domingo, 24 de agosto de 2008

Minha maior inimiga

Enquanto pensava que ganhei um amigo
A distância se tornou uma grande inimiga

Vivia em um lugar
No outro querendo estar
Procurando amar
Sem ter o mesmo luar

Sofria sem poder chorar
Chorava em qualquer lugar
Ao lado querendo estar
Dessa pessoa que queria abraçar

Dentro vinha a dor
Que matava meu amor
Amor Philia

Amizade morria
Distância crescia
Não!

Amizade vivia
Distância encolhia
Sim!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Felicidade

Enquanto o tempo passa
Temos que ser felizes

Seja na nossa feliz cidade
Onde nascemos para o mundo
Onde aprendemos as coisas da vida
Onde fazemos o mundo com a nossa vida

Seja na nossa feliz idade
Aquela que nos faz lembrar
Aquela que nos faz chorar
Aquela que nos faz “saudar”

O tempo passa enquanto
Somos a nossa felicidade

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Começo do fim de tudo

Depois de inúmeros beijos, sem palavras, ela começa a tirar minha camiseta. Suas mãos alisam meu corpo, fazem cócegas, me dão prazer. Respiração alta. Com as bocas afastadas é possível soltar umas palavras.

- Quero você por toda a vida – ela me diz.
- Eu também – respondo já a milímetros de sua boca.

Mais beijos e roupas a menos, agora uma dela. Para ela tirar minha calça, caio na cama. Dali penso em sair só depois do acontecido. Beijos mais quentes. O frio foi embora com a roupa caída no chão. Roupa minha. A dela ainda no seu corpo. Ao sair de cima de mim, me observando só de cueca, começa a tirar a roupa. Então, com a boca novamente livre, arrisco uma frase que não vem ao caso.

Suas mãos param de descer e sobem com a calça novamente. Não vejo mais a sua calcinha. O frio volta ao meu corpo nu. Mudo, sigo seu olhar que me afunda na cama. Já não consigo me mexer. Então escuto.

- Sempre isso. Você nunca esquece. Nunca! Parece que... sei lá!
- Mas... – tento responder suas acusações
- Tudo bem... você escolheu.

A porta se abre e nossos olhares descruzam-se e se convergem para o mesmo local. Da porta sai o vento que causou o temor inicial de tudo. O vazio. Na frente dela recolho minhas roupas no chão e falo que vou até a padaria fazer compras para o café do dia seguinte.

Dou um beijo na boca já salgada pelas lágrimas que acariciavam silenciosamente a sua face e saio carregando as roupas. Na cozinha, onde o silêncio das lágrimas se prolongava, visto a roupa e expresso um “está tudo bem” para mim mesmo.

Saio pela porta dos fundos. Na padaria compro o pão enquanto tentava segurar os pedaços de choro que desciam dos meus olhos. Depois desse dia, no café da manhã, comi sozinho. Ninguém ao meu lado na cama. Aquela frase foi o começo do fim de tudo, ou ainda, o fim do que começamos há anos.A frase que expressava a eternidade de um gesto querido, não retornável, me fez perdê-la. Passa o tempo e eu na minha mente só vejo fotos de momentos juntos. Recordações. Mas agora eu quero mesmo é a volta dela. Enquanto isso eu caminho sozinho.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um tema...

Quer ler um poema sobre qual tema? Uma crônica? ...
Mande por comentário qual é a temática que você gostaria de ler aqui no Blog.

Se você também escreve, mande seu texto para: cadu.xavier@gmail.com
Atenção: mande uma breve biografia sua com o seu texto.

domingo, 17 de agosto de 2008

Era uma vez...

Era uma vez uma criança que com apenas 1 ano de vida, já possuia grandes histórias. No seu primeiro aniversário recebeu vários presentes, um deles foi um livro de imagens. Cada olhar que a ela dava, era seguido por um sorriso. Mas o presente que ela mais gostou foi...

(Hugo Marcelo)
... aquele entregue por seu tio Inácio, um antropólogo de primatas recém-chegado da África equatorial após expedição de 4 anos, estudando o comportamento dos babuínos. Trouxe consigo algo bastante peculiar. . . Algo que sempre encantou as crianças. Aquele tipo de presente que faz a gente sentir saudades da infância. . .

(Diego Klautau)
... Um chocalho. Daqueles coloridos e cheios de penduricalhos. Um chocalho velho, cheio de marcas, quase cicatrizes. O tio Inácio não falou nada. Apenas olhou para a criança, e a amou. Amou como só um tio pode amar. Sabendo que era do seu sangue, que tinha traços seus. Às vezes, tio Inácio olhava a criança e lembrava do pai e da mãe. Nessas vezes, era como se a esperança nascesse naquele homem nem tão novo nem tão velho. A esperança de que as dores que ele mesmo sentia, as dores que a vida tinha marcado com as cicatrizes do chocalho, não chegassem naquele rosto tão infantil, tão familiar, tão parecido com ele mesmo...

(Hugo Marcelo)
Mas tio Inácio tem pressa. . . Ele sabe que o tempo é curto. Mas ainda há tempo para mais uma vez fitar aqueles olhos cheios de vida e esperança, mas agora seu sobrinho não pode dar atenção ao tio. Agora está ocupado demais compondo uma melodia desarmoniosa com o seu novo brinquedo. Seu tio se compadece da ingenuidade da criança, sua felicidade é o maior presente que poderia receber naquele fatídico dia. . . Mas o tio tem pressa, olha o relógio da parede, são 16:00 horas, em apenas 01 hora precisa estar na estação de trem. . . Tio Inácio tem pressa. . . Olha a criança e se afasta discretamente e a deixa com seu novo brinquedo. Tio Inácio adentra a carruajem que o aguardava. A imagem da criança ainda viva na sua memória resgatava a ternura daquele homem, nem novo e nem velho, mas endurecido pela vida. . . Neste momento uma pergunta brota do seu coração, uma pergunta que se fazia a anos, que o torturava, que amargurava sua alma. . .

(Elídia)
A pergunta lhe pesava nas entranhas do seu coração combalido, fustigava sem piedade suas recordações: ela virá desta vez, mesmo passados vinte anos? Paralela à cruel pergunta, ainda uma dúvida: se ela vier, terá ela coragem de olhar no último brilho encontrado em seus olhos cansados?

(Vitor)
Há um ano nascera essa criança e junto com ela uma nova vida para toda a família que a gerou, em especial para seu tio Inácio. Inácio recebeu o telegrama em meio aos babuínos que estudava na África e já se havia passado um mês de vida da criança, pois já se entrava em março de 1991. Aquela notícia fez com que ele sorrisse sozinho abraçando o papel animado. Ao reabrir os olhos, deparou-se com uma mãe babuína e seu bebezinho babuíno nos braços... Mamando... Algo mudou nos seus sentimentos, não se conteve e desatou a chorar até o sol terminar de se pôr na seca planície africana. Era como se finalmente algo regasse aquele sertão, lágrimas, uma vida de criança, uma mudança desejada, uma declaração para si mesmo, sua emoção dizendo que em seu corpo ainda batia um coração, sua emoção, apesar de tudo, sobrevivera. Um misto de sentimentos que o remeteu a um passado que muito lutou para esquecer e superar e havia consigo, mas nunca mais também chorara como acontecia agora, nunca mais “sentia” como acontecia agora. Alguma porta se reabrira com aquela notícia.
Os mosquitos começavam a aparecer e ele fechou a porta do trailer que levava o logo da National Geographic. Bebeu um pouco d'água e só aí que olhando para o papel reparou numa ponta dobrada no final do texto. Achou aquilo estranho e improvável. Desdobrou e viu que quem assinara a notícia do filho de sua irmã era Cassilda. Ficou atordoado, não era possível! Como ela sabia onde ele estava? Que ligação mantinha com a família? Aquilo não fazia sentido. Mas, de repente, ouviu uma pancada na lateral do trailer que balançou e fez sua adrenalina disparar ainda mais e o coração lhe saltar a boca. Era...



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Quer continuar essa história?
Mande a sua continuação por comentário. Assim que possível o seu pedaço da história será publicado.

sábado, 16 de agosto de 2008

Um pedaço

Então começava a chover. Ela sempre se esquecia de pegar o guarda-chuva e por isso sempre se molhava. Mas dessa vez foi diferente. Estava a dois quarteirões de casa quando caiu sobre ela um pequeno pedaço de chuva. Como não queria chegar molhada no trabalho, voltou o pedaço da rua que já tinha percorrido para pegar o guarda-chuva. Tinha que correr um pouco, pois o ônibus do trabalho, que sempre passava a cinco minutos de sua casa, não podia esperá-la nem mesmo um pedaço de minuto.

Em casa, pega o elevador e, entre o nono andar com o décimo, esse se desliga. “Ok” pensou Joanita, pois com a corridinha que deu ainda tinha uns minutos. Porém seu pensamento mudou depois de dez minutos ali. Não tinha mais tempo, sua condução, com certeza, tinha passado já.

- Parabéns! Meus Parabéns! Único dia chuvoso que não vai chegar molhada no serviço vai ser hoje, que nem vai chegar. – Pensou alto.

Gritou por quinze minutos até que repararam o elevador. Nervosa, chega ao seu pedaço do andar e vai direto ligar pra sua amiga do posto de gasolina e pedir que ela pare o ônibus. Tinha certeza que a amiga faria isso se esta também não estivesse atrasada.
A tristeza toma conta de um pedaço do seu rosto. Desce todos os 437 pedaços da escada com o guarda-chuva nas mãos. Lá embaixo, não chovia mais. Correu como nunca na sua vida, mas não era isso que iria fazê-la chegar a tempo. Não viu nem mesmo um pedaço do ônibus que já estava muito longe.

Dela, saiam pedaços de suor que a molhavam. Estava ainda no primeiro pedaço, de seis, do dia. Decidiu voltar pra casa, como se tivesse melhores opções, para aproveitar o pedaço final da noite e dormir, terminando o seu pedaço de sonho que tinha começado antes da chuva iniciar.

Eram oito quarteirões e no meio do primeiro pedaço do caminho, três garotos se aproximaram dela e pegaram seu guarda-chuva. Agora começa quatro pedaços de cenas que terminam em uma coisa só: 1) Os garotos correm – para o escuro; 2) Ela corre – para casa; 3) A chuva, que estava no primeiro pedaço da estória, começa a descer – para o chão; e 4) Ela vê um pedaço de um homem atrás de uma árvore – ambos não andavam pra lugar nenhum.

Enquanto correndo se aproximava dele, escuta um pedaço de uma frase: “não... medo... eu não te... mal!”. Ela vai mais devagar, molhada também, e vendo que ele agora começava a vir na sua direção, pára de caminhar.

- Venha para baixo do meu guarda-chuva. Não tenha medo, eu não te farei mal! Vi, não tudo, mas um pedaço do que fizeram com você. Vou te ajudar. – Disse ele que começava a sair do escuro deixando ver um pedaço de sua face.

Ouvindo isso, e vendo a beleza do dono daquela voz, um pedaço de choro saiu e se misturou com os pedaços de chuva e de suor que cobriam sua linda face. O abraçou e foi debaixo do pedaço de guarda-chuva. Agora Joanita Teixeira que trabalhava no posto de gasolina, via a face inteira de Lucas Peixoto. A cena era divertida: um totalmente seco e outra molhada debaixo do mesmo, e único, guarda-chuva e foi assim que ele a levou durante todo o caminha até a casa.

Deixo essa estória assim, completa, mas sem um pedaço importante. Direi somente que ela nunca mais, em toda a vida, precisou de um guarda-chuva, pois depois daquele dia, a única coisa que tinha em pedaços era um guarda-chuva.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Uma verdadeira telenovela

Mais ou menos a dois metros sobre as cabeças das pessoas, tinha um olhar. Nesse, uma vida. Passava o tempo, estava ali Mudava o tempo, estava ali. Somente uma ação: Observar. Sem descanso. Nas manhãs, ainda preguiçoso, via todos aqueles que chegavam para trabalhar e estudar. Eram sempre as mesmas pessoas que se faziam observar. Por isso o trabalho enchia o saco. Ás vezes trabalhava para os cansados: era o apoio deles.

O olhar gostava dos dias de chuva, pois via várias pessoas correndo e também várias cores de guarda-chuva. Mesmo assim, guarda-chuva preto era a maioria. Era feliz, ou menos triste, de madrugada, porque tinha luz onde deveria dar mais atenção. Na porta do banco, por exemplo. As luzes descansavam o dia todo, todos os dias e o deixavam sozinho, observando sozinho aquilo que o sol iluminava.

A noite era o momento certo para prestar mais atenção, mas também o melhor momento para poder descansar, pois não tinham as pessoas e se tinha uma, havia algo errado. Como nunca via as pessoas de noite, se sentia inútil. Viu somente duas vezes em cinco anos. A primeira vez que viu foi à meia noite quando um casal estava escondido numa escada azul. A segunda vez foi responsável da mudança dessa vida.
Era dia, muito calor. Observava a sombra onde muitos descansavam depois do almoço. Atrás do olho acontecia outra cena, muito diferente: uma mulher gritava por ajuda dizendo que foi roubada. Só depois de cinco minutos é que o olho moderno girou para ver o acontecido, porém não tina mais nada. Deviam fazer alguma coisa, não era possível que um olhar assim caro não valesse a pena.

Ele se sentia muito mal. “Como assim não vi nada?” refletia. Queria fechar os olhos para nunca mais ver, mas nas outras 37 vezes que tinha feito isso, o curaram. Três dias depois vê de longe vir o seu médico, aquele que o fez ver melhor nos últimos dois anos. “Não tenho nenhuma doença, por que ele esta vindo?” estava desesperado. O doutor se aproxima, coloca uma escada, pega o olho nas mãos e com uma faca na outra faz tudo ficar preto.

Um fim de semana depois, se fez a luz. A vista um pouco ruim. Alguns minutos depois volta ao normal. Mas onde estava sua escada azul? Onde estava seu banco? A árvore? Como assim!?! Via somente uma parede alaranjada e pouco depois, quando começou a girar, um espelho. Nesse, se via mais bonito, com um novo vidro preto e redondo que o cobria. Via também uns números na parede, do um ao onze.

Perguntou o que fazia ali naquele cubinho segundos antes de sentir descer. Como assim, a parede desce? Tudo para quando a porta se abre e uma voz diz: “Terceiro andar. Desce”. Entra o seu médico, a porta se fecha, o muro desce, pára, a porta se abre, a voz diz “Térreo. Sobe”, e o médico sai. Depois disso entram muitas pessoas. Vinte e duas era o máximo. Cada uma apertava um botão com os números e a porta se fechava para abrir no número do andar correspondente ao número apertado.

Passaram dias para poder, a câmera, entender isso. Era um elevador. Mas passaram somente alguns segundos para ser prazeroso. Antes, só observava, agora ria com as pessoas. Sempre ouvia as mesmas palavras. “Tudo bem?” “Oi” “Não acreditava que chovesse hoje!” etc. Às vezes gostava de ver quando duas pessoas estavam juntas, mas não falavam nada, era suficiente ver o corpo que se fechava e o olho deles que olhavam o infinito. Mas o mais engraçado eram as pessoas que entravam sozinhas. Olhavam o espelho frequentemente.

Esse novo lugar não era mais diferente que o antigo, mas era mais interessante de se observar. Observava, observava... Alguns meses depois viu um olhar móvel com uma pessoa do primeiro andar... Um olhar como eu, mas móvel! Um olhar. E assim o olhar olhou o olhar com olhos apaixonados.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

"Pedaços" de um FDS

Podemos fazer de um momento de espera, uma boa e longa conversa. Aí sim fica tudo bem se alguém atrasa 20, 15 minutos.

Podemos entrar em um mercado e, juntos, vermos o que é melhor comprar: se coca ou Vinho. E fazer deste momento de compras, uma pequena diversão.

Podemos até nos desesperar quando não temos o bilhete para abrir a cancela do estacionamento, mas porque não ouvir música enquanto esperamos ajuda?

Podemos chegar à casa de uma amiga que mexe uma panela com chocolate quente, e porque não tomar um vinho e fazer um lanchinho enquanto isso?

Podemos decidir assistir um filme, mas é tão bom conversar. Então, por que não conversar durante o filme?

Podemos nos embebedar de vinho e cair de sono, porém podemos ficar juntos até tarde e se embebedar do sono de cada um.

Podemos viver uma vida inteira juntos, lado a lado, mas por que não vivê-la em pequenos momentos divididos? Por que não vivê-la em pedaços?


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Escrito depois de um fim de semana vivido com Chiarinha, Elvis, Beroalda, Luciana²... Aliás, a idéia e alguns pedaços são escritos por Chiarinha.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Amor...

O amor é lindo. O céu é lindo e azul. Possui estrelas. As estrelas brilham e têm cores. Cores como as flores. Uma flor é linda como o amor; Tem o sol. O céu azul. As estrelas não existem mais. O brilho das estrelas não tem mais. As cores são outras como as flores que sempre mudam nas estações. Também o amor é diferente.

Tem também a lua. A lua é linda. Como o céu. A lua, o céu, as estrelas. As cores diversas. O amor é diverso; Algumas noites não têm a lua. Poucas estrelas. Muitas nuvens. Mas ainda as flores. Ainda o amor. Talvez as cores.

Assim começa essa história. Com o amor. Um céu lindo, um céu azul. Cores. Flores. Porém sem sol. Sem lua. Sem estrelas. Um azul diferente. Com uma coisa diferente: a chuva. Era uma manhã. Bem cedo. Uma cidade. Loppiano. Tantas pessoas. O amor. Uma mulher entre tantas outras. O amor.

Ali tudo mudava sempre. As cores, as flores. As pessoas; Era tudo normal. O sol, o dia. A lua, a noite. Mas especial. A diversidade das cores, das flores. Isso para ela. Para quem morava ali; Para os estrangeiros, tudo significava outras coisas. A lua, um amigo bem longe. As estrelas, um momento de pensamentos. As flores, a diversidade; Eram estradas diferentes. Interligando tudo o mundo. As flores são diferentes. As flores são lindas. A diversidade é linda; Dias iguais. Mas diversos.

A mulher. O sol. O amor. Uma flor com seu jardim ao lado. Todas pequenas, um maior. Talvez, não eram flores. Talvez estrelas. Ela e uma constelação; A diversidade era presente. As cores; Fosse o seu jardim, ou constelação, o mais lindo. Mas não era o suficiente. Uma nova flor. Uma nova estrela. Tudo muda. Como sempre acontecia ali. Alguns vão embora. Outros vêm.

Nove novos meses depois. Muitos dias. Muitas noites. Gira o sol. A lua. O amor gerou, não criou. Um dom. O nascimento. A mulher ainda mais mãe. A Mãe. O amor ainda mais forte. O Amor.

Houve um dom: o amor é lindo, como o céu azul. Possui estrelas que brilham e têm cores diferentes como as flores. Assim é a vida. Um ciclo de dias e noites. Um grande segredo existe. O amor. Muitos estudaram, muitos o estudam e muitos o estudarão. Entendê-lo é para os bons. A mulher; O amor faz viver.

O dom foi a morte. A vida; A tristeza. A felicidade; A morte é uma invenção da vida para fazer nascer mais. Fazer viver mais. Se nasce para dar continuidade à vida; Se nasce para dar diversidade à vida. As flores, as cores; Se nasce para morrer. A mulher. O amor. Chiaretta.

Ela entendeu o grande segredo da vida. O amor. Viveu o segredo. Amou. Deu a vida; Um dom. O dom: morrer para fazer nascer. Morreu para fazer brilhar uma nova estrela. A continuidade do amor. A diversidade da vida; Morreu mas é viva. Nos corações. De todos.

Chiara De Los Angeles in Nembrini. Deu a vida. Fez nascer. Amou. Viveu. Completou e descobriu o segredo: O AMOR.


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Eu, um amigo distante, vivi somente algumas manhãs com ela (enquanto ela ia buscar o leite fresco para os filhos), mas foi o suficiente para poder dizer tudo isso e ter certeza que ela, literalmente (mas não só), deu a vida. Mesmo de longe as lágrimas desciam quando fiquei sabendo, mas crescia em mim a vontade de ser santo como ela e a força de viver para dar a vida.

domingo, 10 de agosto de 2008

Suicídio temporário

Encontro-me naquele momento
Naquele espaço de tempo
Em que vivo o lamento

Lamento viver
O tempo que tenho
No momento que vivo

O que eu queria, não posso ter
O que eu posso ter, não queria
A vida tenho
A vida não quero

Mas deixar tudo vale a pena?
Tudo vale a pena se a alma não é pequena

Minha alma é pequena
Logo não vale a pena

Aos pedaços,
Sobre o luar
Olhando as estrelas,
Tento encontrar
O que um dia,
Me fará validar

Uma busca frenética
Nos meus pensamentos
Vôo alto, longe
Revivo pessoas
Revejo pessoas
Choro lágrimas invisíveis

Durmo e sonho
Sonho e durmo

Sonho a vida
Sonho para viver
Durmo para não viver (ou viver mais)
Durmo a vida

É um suicídio temporário para poder
repensar, reagir, requerer... reviver

sábado, 9 de agosto de 2008

Mosaico

Lá de cima, embaixo via!
Era um mosaico que passava
calmo, lento que apaixonava
o momento que eu só(r)ria

Notei que de nada valia
a velocidade que eu andava,
Mas a velocidade que eu observava.
Era só (n)isso que eu (a) via

---

Minhas formas geométricas (pensamentos),
lentas nessa transição,
formavam em minha cabeça
uma bela confusão

talvez a emoção
que agradeça
a felicidade
da realização!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Um ano pela vida toda

Morrer para poder viver
Ironia que só o saber
Sabe fazer

Um ano para poder esquecer

Esquecer:
o vivido
o mundo que julgava amigo
o antigo
o ser perdido

mais que renascer
é nascer de novo
ter uma vida nova
e nela crescer

Um ano pode ser mais importante que a vida toda!
São sacrifícios que valem a pena...

Quantas vezes o sol
Se deixa pescar
Como peixe no anzol
Pro céu estrelar?

Quantas vezes as folhas
Ao vento se lançam
Como o sabão em bolhas
Pra que novas cresçam?

(Fazenda da Esperança)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Muitos querem

Querer pode ser poder
Se, e somente se,
Querer for querer

Querer por querer
Não dá poder
A quem quer
Poder de querer

Poder querer
Todo mundo pode
Mas conseguir
É uma coisa de poucos

(Fazenda da Esperança)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O Eu esquecido dentro

Embora se eu vivia
Não era Eu quem agia
Pois o Eu, eu o esquecia
E somente eu vivia

Mas o Eu se mostrou
Dentro de mim
Dentro do meu eu

Eu me fez viver
Eu tenho que fazê-Lo viver

Procurei viver o Eu
O Eu esquecido
O Eu dentro de mim
Sufoquei o meu eu

Agora eu vivo
Mas sou Eu quem age
Quem me faz esquecer do eu

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sinceridade

Sempre fico sabendo a verdade!
Não aquela que me dizem,
mas a que me escondem.

Momento certo
hora errada
Momento errado
hora certa

A verdade viria pra trazer felicidade
Mas sem essa irmandade
Sofro com a dificuldade
Dessa “infacilidade”
Para me dizerem...

... a verdade!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ainda Traído

Fui traído,
meus olhos viram
e o meu coração tapei.
Só com meu olho, chorei.

Como pode?
Como pude?
Como pôde?

Eu não acreditava
Eu tão esperava

Repeti o erro
Por quê?
O erro me repetiu
Pra quê?

Bem vindo!

ATENÇÃO!!!
Esse BLOG mudou de endereço:

www.caduxavier.com.br/pensamentos

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Para caminhar comigo nos meus pensamentos, utilize o menu ao lado ("meus caminhos") e escolha qual caminho (tema) você quer seguir:


A VIDA
Poemas que tentam expressar a vida, ou momentos dela, por meio de comparações.

AMIZADE
Amigos vão e vêm, mas são sempre amigos. Amizade é algo que muda a nossa cabeça. Envolve nossa vida. Vive com agente.

APAIXONE...
Quem nunca sentiu uma paixão? Quem nunca disse palavras de amor? Aqui ficam textos de uma paixão. Real? Irreal? Correspondida? Cabe a você julgar.

CITAÇÕES
Durante minhas leituras alguns trechos ficaram em minha mente e me inspiraram.

CONTINUE...
A cada mês uma estória será iniciada. Quem vai escolher o final, será você! Escrevendo (completando) a cada dia um pedaço da estória. No final do mês teremos um desfecho.

CRÔNICAS
Situações do dia-a-dia vistas em um anglo diferente. Críticas e humor. O nada aqui pode virar risada.

DICIONÁRIO
Vou "obsoletar" um pouco com as palavras que, pela minha ignorância, desconheço. Descerrando-as ei de nunca mais desconceituá-las em mim.

EROS
Frases picantes. Informações penetrantes. Momentos únicos e por isso especiais. A valorização da intimidade.

MEU MUNDO
Entre na minha mente e conheça meu mundo bolha. Aqui estão escritos muito pessoais. Qualquer dúvida, chame o psicólogo. Bem vindo à minha vida!

MEU TEMA É...
Improvisação. Quem fez teatro sabe o quanto isso é importante. Aqui quem vai escolher o tema dos textos será você! Dele nascerá um poema, crônica, conto...

PENSAMENTOS
Este blog começou para "guardar" meus pensamentos. Esse foi o início de tudo. Aqui estão frases pessoais que eu eternizaria. Algumas bem intimas, de momentos de crise. Bem vindo ao meu íntimo!

PENSE...
Não basta a leitura... você tem que entender. Para entender, pense!

PESSOAS
Nomes reais, palavras irreais. Num conjunto de letras tento construir uma pessoa. Qualquer um pode estar aqui! Só os escritos saberão que são eles a junção daquelas palavras.