Se alguém ler isso, é porque fui.
Fui para nunca mais voltar.
Saibam que não fui feliz como queria
não fui quem eu queria
não era como eu queria
não agia como eu queria
não queria não querer tanto
Mas as amizades me fizeram viver
A família me deu asas para voar
As dificuldades, um empurrão
O focolares me ensinou a Amar
Amando era feliz
Mas não amei
quem realmente quis
Amar mulher não era meu forte
desde o início até a minha morte
morri tentando, amando
querendo
ser o não ser
o ser não ser
ser não o ser
não ser o ser
A beleza me castigou
o feiura se atacou
não era quem sonhava
sonhos altos
ricos endinheirados
belos e viajados
me perdia nos pensamentos
em cada momento presente
o presente era o futuro que chegava
O ato mais natural
do fazer nascer
não pude senão ver
agir não consegui
Fui um fracassado
nas escolhas
talvez no amor
talvez na dor
Vivi momentos errados
na hora certa
Mas fui feliz como muitos queriam
e isso me deixava feliz
ver o outro feliz
isso sim eu quis!
Comecei a querer
e assim a morrer
morrendo deixo o vácuo
no qual habitava ao lembrar
o irmão a amar
num agir contínuo
Muitas palavras faltam ser ditas
até mesmo as mal ditas
porém o que quero dizer...
FUI FELIZ EM SER
SOMENTE O QUERER
DE QUEM QUIS TER
QUIS TER AMIGOS
TER IRMÃOS
FUGIR DA SOLIDÃO
QUE NUNCA VIVI
SÓ A VI
"Nós acreditamos no Amor"
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Cartas... porquê cartas!?!
Quanto vale uma carta?
É o selo que determina o valor de uma carta?
Quanto vale essa
dança da caneta, lápis
sobre o piso de papel, foto, postal
que forma palavras?
Quanto vale esse emaranhado de palavras
que dão significado ao texto
à amizade, ao amor
à irmandade, à felicidade?
...
Uma carta pra mim significa a VIDA!
São segundos, minutos ou até mesmo horas
doadas à pessoa amada!
Deixo de viver para escrever...
Se você recebeu uma carta minha, saiba...
Doei minha vida por ti e a doaria totalmente!!!
Pois você é especial para mim!
...
Quanto vale uma carta?
Uma carta vale a vida!!!
É a nossa vida que determina o valor de uma carta!!!
É o selo que determina o valor de uma carta?
Quanto vale essa
dança da caneta, lápis
sobre o piso de papel, foto, postal
que forma palavras?
Quanto vale esse emaranhado de palavras
que dão significado ao texto
à amizade, ao amor
à irmandade, à felicidade?
...
Uma carta pra mim significa a VIDA!
São segundos, minutos ou até mesmo horas
doadas à pessoa amada!
Deixo de viver para escrever...
Se você recebeu uma carta minha, saiba...
Doei minha vida por ti e a doaria totalmente!!!
Pois você é especial para mim!
...
Quanto vale uma carta?
Uma carta vale a vida!!!
É a nossa vida que determina o valor de uma carta!!!
Quanto vale uma vida?
domingo, 7 de setembro de 2008
Meu sonho, um irmão
Meu sonho sempre foi ter um irmão. Mais velho ou mais novo, tanto faz. Embora o coração queira um menor, para poder ensinar, acompanhar, ajudar, bagunçar, aproveitar, para poder ser um pai do garoto e ver nele as realizações que não consegui fazer. Mas se fosse maior do que eu, não me importaria. O que eu sempre quis, eu acho, era uma companhia para sair, conversar, desabafar e compartilhar todos os meus sentimentos. Queria um irmão. A vida me deu uma irmã e me tirou uma.
Família grande, muitos parentes, mas todos longe. Amigos grandes, muitos amigos, mas todos longe. Isso me faz aproveitar cada minuto junto, cada minuto ao lado. Ser profundo nos relacionamentos, saber a vida inteira, todos os detalhes. Ser um irmão. Ter um irmão. Esse é meu sonho. Um irmão mais novo.
Durante minhas relações achei vários. Fui no âmago de cada um. Alguns expressavam aquilo que eu sempre quis ser, física e psicologicamente. Eram as minhas realizações idealizadas fora de mim. Queria ser aquilo que não era. Nascia aqui uma barreira. Um problema que me afetaria e também a irmandade. A vida me deu mais irmãos, mas eu os perdi. Assim como perdi minha irmã, mas não foi pra sempre como a perdi.
“No meio do caminho tinha uma pedra” e desta a perda de uma irmã – pra mim e minha irmã – e de uma filha – para meus pais. Sofrimento, sentimento subtrativo. O vermelho que cobriu a cena depois que o carro capotou ao bater na pedra, era uma cor que eu não nunca vi, mas que está dentro de mim, correndo em minhas veias. Esta cor mudou a minha vida. A de meus pais. A de minha família.
Como irmão menor, eu aprendi muito com os passos da maior. Passos grandes e avançados. Precipitados, eu diria. Mas que deram certo e eu os invejo. Assim como invejo meus irmãos pelo mundo. Irmãos menores e maiores. Irmãos que eu sempre quis ter.
Família grande, muitos parentes, mas todos longe. Amigos grandes, muitos amigos, mas todos longe. Isso me faz aproveitar cada minuto junto, cada minuto ao lado. Ser profundo nos relacionamentos, saber a vida inteira, todos os detalhes. Ser um irmão. Ter um irmão. Esse é meu sonho. Um irmão mais novo.
Durante minhas relações achei vários. Fui no âmago de cada um. Alguns expressavam aquilo que eu sempre quis ser, física e psicologicamente. Eram as minhas realizações idealizadas fora de mim. Queria ser aquilo que não era. Nascia aqui uma barreira. Um problema que me afetaria e também a irmandade. A vida me deu mais irmãos, mas eu os perdi. Assim como perdi minha irmã, mas não foi pra sempre como a perdi.
“No meio do caminho tinha uma pedra” e desta a perda de uma irmã – pra mim e minha irmã – e de uma filha – para meus pais. Sofrimento, sentimento subtrativo. O vermelho que cobriu a cena depois que o carro capotou ao bater na pedra, era uma cor que eu não nunca vi, mas que está dentro de mim, correndo em minhas veias. Esta cor mudou a minha vida. A de meus pais. A de minha família.
Como irmão menor, eu aprendi muito com os passos da maior. Passos grandes e avançados. Precipitados, eu diria. Mas que deram certo e eu os invejo. Assim como invejo meus irmãos pelo mundo. Irmãos menores e maiores. Irmãos que eu sempre quis ter.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Fui deixando de ser
Nada eu podia do meu gosto escolher
Era uma prisão que vivia em liberdade
Escolhia o que o outro queria
Escolhia o outro que comigo vivia
Minhas vontades acabavam
Mas assim eu vivia mais
Mas vivia as vontades minhas
De fazer o outro feliz
Foi vivendo assim que deixei de viver
Foi perdendo a vida que ganhei a morte
Foi morrendo que deixei a vida
Foi deixando a vida que aprendi
Aprendi a ser quem sou...
Era uma prisão que vivia em liberdade
Escolhia o que o outro queria
Escolhia o outro que comigo vivia
Minhas vontades acabavam
Mas assim eu vivia mais
Mas vivia as vontades minhas
De fazer o outro feliz
Foi vivendo assim que deixei de viver
Foi perdendo a vida que ganhei a morte
Foi morrendo que deixei a vida
Foi deixando a vida que aprendi
Aprendi a ser quem sou...
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Quero sua mão
Tudo ia ao vento
Ao vento ia tudo
Ao tudo vento ia
Vento ao tudo ia
Misturavam as coisas
O amor e a dor
O valor e o penhor
A flor que faz o amor
Aumentar o seu valor
Barreiras me impediam
De chegar até você
Que era quem eu queria
Assim eu sofria de amor
Mas sofria também de escolha
O que fazer, quem ser
Pararia de sofrer?
Na minha cabeça
Tudo ia ao vento
Que era o meu
Pensamento
E o que eu quero
É sua mão
Pode ser em casamento
Mas no momento
Quero ela na minha cabeça
Que é pra desembaraçar
Meu pensamento
E acabar com o meu
Sofrimento
Ao vento ia tudo
Ao tudo vento ia
Vento ao tudo ia
Misturavam as coisas
O amor e a dor
O valor e o penhor
A flor que faz o amor
Aumentar o seu valor
Barreiras me impediam
De chegar até você
Que era quem eu queria
Assim eu sofria de amor
Mas sofria também de escolha
O que fazer, quem ser
Pararia de sofrer?
Na minha cabeça
Tudo ia ao vento
Que era o meu
Pensamento
E o que eu quero
É sua mão
Pode ser em casamento
Mas no momento
Quero ela na minha cabeça
Que é pra desembaraçar
Meu pensamento
E acabar com o meu
Sofrimento
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Nefasto
Tudo ia tão bem
Se não fosse o nefasto
Que deixou aquele rastro
No vai e vem
Foram corpos pra cá
Corpos pra lá
Todos sem vida nenhuma
E sem, chance alguma
Nefasto não foi a situação
Nefasto foi à situação
Causou tudo e foi embora
Sem dor, na mesma hora
Se não fosse o nefasto
Que deixou aquele rastro
No vai e vem
Foram corpos pra cá
Corpos pra lá
Todos sem vida nenhuma
E sem, chance alguma
Nefasto não foi a situação
Nefasto foi à situação
Causou tudo e foi embora
Sem dor, na mesma hora
domingo, 24 de agosto de 2008
Minha maior inimiga
Enquanto pensava que ganhei um amigo
A distância se tornou uma grande inimiga
Vivia em um lugar
No outro querendo estar
Procurando amar
Sem ter o mesmo luar
Sofria sem poder chorar
Chorava em qualquer lugar
Ao lado querendo estar
Dessa pessoa que queria abraçar
Dentro vinha a dor
Que matava meu amor
Amor Philia
Amizade morria
Distância crescia
Não!
Amizade vivia
Distância encolhia
Sim!
A distância se tornou uma grande inimiga
Vivia em um lugar
No outro querendo estar
Procurando amar
Sem ter o mesmo luar
Sofria sem poder chorar
Chorava em qualquer lugar
Ao lado querendo estar
Dessa pessoa que queria abraçar
Dentro vinha a dor
Que matava meu amor
Amor Philia
Amizade morria
Distância crescia
Não!
Amizade vivia
Distância encolhia
Sim!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Felicidade
Enquanto o tempo passa
Temos que ser felizes
Seja na nossa feliz cidade
Onde nascemos para o mundo
Onde aprendemos as coisas da vida
Onde fazemos o mundo com a nossa vida
Seja na nossa feliz idade
Aquela que nos faz lembrar
Aquela que nos faz chorar
Aquela que nos faz “saudar”
O tempo passa enquanto
Somos a nossa felicidade
Temos que ser felizes
Seja na nossa feliz cidade
Onde nascemos para o mundo
Onde aprendemos as coisas da vida
Onde fazemos o mundo com a nossa vida
Seja na nossa feliz idade
Aquela que nos faz lembrar
Aquela que nos faz chorar
Aquela que nos faz “saudar”
O tempo passa enquanto
Somos a nossa felicidade
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Começo do fim de tudo
Depois de inúmeros beijos, sem palavras, ela começa a tirar minha camiseta. Suas mãos alisam meu corpo, fazem cócegas, me dão prazer. Respiração alta. Com as bocas afastadas é possível soltar umas palavras.
- Quero você por toda a vida – ela me diz.
- Eu também – respondo já a milímetros de sua boca.
Mais beijos e roupas a menos, agora uma dela. Para ela tirar minha calça, caio na cama. Dali penso em sair só depois do acontecido. Beijos mais quentes. O frio foi embora com a roupa caída no chão. Roupa minha. A dela ainda no seu corpo. Ao sair de cima de mim, me observando só de cueca, começa a tirar a roupa. Então, com a boca novamente livre, arrisco uma frase que não vem ao caso.
Suas mãos param de descer e sobem com a calça novamente. Não vejo mais a sua calcinha. O frio volta ao meu corpo nu. Mudo, sigo seu olhar que me afunda na cama. Já não consigo me mexer. Então escuto.
- Sempre isso. Você nunca esquece. Nunca! Parece que... sei lá!
- Mas... – tento responder suas acusações
- Tudo bem... você escolheu.
A porta se abre e nossos olhares descruzam-se e se convergem para o mesmo local. Da porta sai o vento que causou o temor inicial de tudo. O vazio. Na frente dela recolho minhas roupas no chão e falo que vou até a padaria fazer compras para o café do dia seguinte.
Dou um beijo na boca já salgada pelas lágrimas que acariciavam silenciosamente a sua face e saio carregando as roupas. Na cozinha, onde o silêncio das lágrimas se prolongava, visto a roupa e expresso um “está tudo bem” para mim mesmo.
Saio pela porta dos fundos. Na padaria compro o pão enquanto tentava segurar os pedaços de choro que desciam dos meus olhos. Depois desse dia, no café da manhã, comi sozinho. Ninguém ao meu lado na cama. Aquela frase foi o começo do fim de tudo, ou ainda, o fim do que começamos há anos.A frase que expressava a eternidade de um gesto querido, não retornável, me fez perdê-la. Passa o tempo e eu na minha mente só vejo fotos de momentos juntos. Recordações. Mas agora eu quero mesmo é a volta dela. Enquanto isso eu caminho sozinho.
- Quero você por toda a vida – ela me diz.
- Eu também – respondo já a milímetros de sua boca.
Mais beijos e roupas a menos, agora uma dela. Para ela tirar minha calça, caio na cama. Dali penso em sair só depois do acontecido. Beijos mais quentes. O frio foi embora com a roupa caída no chão. Roupa minha. A dela ainda no seu corpo. Ao sair de cima de mim, me observando só de cueca, começa a tirar a roupa. Então, com a boca novamente livre, arrisco uma frase que não vem ao caso.
Suas mãos param de descer e sobem com a calça novamente. Não vejo mais a sua calcinha. O frio volta ao meu corpo nu. Mudo, sigo seu olhar que me afunda na cama. Já não consigo me mexer. Então escuto.
- Sempre isso. Você nunca esquece. Nunca! Parece que... sei lá!
- Mas... – tento responder suas acusações
- Tudo bem... você escolheu.
A porta se abre e nossos olhares descruzam-se e se convergem para o mesmo local. Da porta sai o vento que causou o temor inicial de tudo. O vazio. Na frente dela recolho minhas roupas no chão e falo que vou até a padaria fazer compras para o café do dia seguinte.
Dou um beijo na boca já salgada pelas lágrimas que acariciavam silenciosamente a sua face e saio carregando as roupas. Na cozinha, onde o silêncio das lágrimas se prolongava, visto a roupa e expresso um “está tudo bem” para mim mesmo.
Saio pela porta dos fundos. Na padaria compro o pão enquanto tentava segurar os pedaços de choro que desciam dos meus olhos. Depois desse dia, no café da manhã, comi sozinho. Ninguém ao meu lado na cama. Aquela frase foi o começo do fim de tudo, ou ainda, o fim do que começamos há anos.A frase que expressava a eternidade de um gesto querido, não retornável, me fez perdê-la. Passa o tempo e eu na minha mente só vejo fotos de momentos juntos. Recordações. Mas agora eu quero mesmo é a volta dela. Enquanto isso eu caminho sozinho.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Um tema...
Quer ler um poema sobre qual tema? Uma crônica? ...
Mande por comentário qual é a temática que você gostaria de ler aqui no Blog.
Se você também escreve, mande seu texto para: cadu.xavier@gmail.com
Atenção: mande uma breve biografia sua com o seu texto.
Mande por comentário qual é a temática que você gostaria de ler aqui no Blog.
Se você também escreve, mande seu texto para: cadu.xavier@gmail.com
Atenção: mande uma breve biografia sua com o seu texto.
domingo, 17 de agosto de 2008
Era uma vez...
Era uma vez uma criança que com apenas 1 ano de vida, já possuia grandes histórias. No seu primeiro aniversário recebeu vários presentes, um deles foi um livro de imagens. Cada olhar que a ela dava, era seguido por um sorriso. Mas o presente que ela mais gostou foi...
(Hugo Marcelo)
... aquele entregue por seu tio Inácio, um antropólogo de primatas recém-chegado da África equatorial após expedição de 4 anos, estudando o comportamento dos babuínos. Trouxe consigo algo bastante peculiar. . . Algo que sempre encantou as crianças. Aquele tipo de presente que faz a gente sentir saudades da infância. . .
(Diego Klautau)
... Um chocalho. Daqueles coloridos e cheios de penduricalhos. Um chocalho velho, cheio de marcas, quase cicatrizes. O tio Inácio não falou nada. Apenas olhou para a criança, e a amou. Amou como só um tio pode amar. Sabendo que era do seu sangue, que tinha traços seus. Às vezes, tio Inácio olhava a criança e lembrava do pai e da mãe. Nessas vezes, era como se a esperança nascesse naquele homem nem tão novo nem tão velho. A esperança de que as dores que ele mesmo sentia, as dores que a vida tinha marcado com as cicatrizes do chocalho, não chegassem naquele rosto tão infantil, tão familiar, tão parecido com ele mesmo...
(Hugo Marcelo)
Mas tio Inácio tem pressa. . . Ele sabe que o tempo é curto. Mas ainda há tempo para mais uma vez fitar aqueles olhos cheios de vida e esperança, mas agora seu sobrinho não pode dar atenção ao tio. Agora está ocupado demais compondo uma melodia desarmoniosa com o seu novo brinquedo. Seu tio se compadece da ingenuidade da criança, sua felicidade é o maior presente que poderia receber naquele fatídico dia. . . Mas o tio tem pressa, olha o relógio da parede, são 16:00 horas, em apenas 01 hora precisa estar na estação de trem. . . Tio Inácio tem pressa. . . Olha a criança e se afasta discretamente e a deixa com seu novo brinquedo. Tio Inácio adentra a carruajem que o aguardava. A imagem da criança ainda viva na sua memória resgatava a ternura daquele homem, nem novo e nem velho, mas endurecido pela vida. . . Neste momento uma pergunta brota do seu coração, uma pergunta que se fazia a anos, que o torturava, que amargurava sua alma. . .
(Elídia)
A pergunta lhe pesava nas entranhas do seu coração combalido, fustigava sem piedade suas recordações: ela virá desta vez, mesmo passados vinte anos? Paralela à cruel pergunta, ainda uma dúvida: se ela vier, terá ela coragem de olhar no último brilho encontrado em seus olhos cansados?
(Vitor)
Há um ano nascera essa criança e junto com ela uma nova vida para toda a família que a gerou, em especial para seu tio Inácio. Inácio recebeu o telegrama em meio aos babuínos que estudava na África e já se havia passado um mês de vida da criança, pois já se entrava em março de 1991. Aquela notícia fez com que ele sorrisse sozinho abraçando o papel animado. Ao reabrir os olhos, deparou-se com uma mãe babuína e seu bebezinho babuíno nos braços... Mamando... Algo mudou nos seus sentimentos, não se conteve e desatou a chorar até o sol terminar de se pôr na seca planície africana. Era como se finalmente algo regasse aquele sertão, lágrimas, uma vida de criança, uma mudança desejada, uma declaração para si mesmo, sua emoção dizendo que em seu corpo ainda batia um coração, sua emoção, apesar de tudo, sobrevivera. Um misto de sentimentos que o remeteu a um passado que muito lutou para esquecer e superar e havia consigo, mas nunca mais também chorara como acontecia agora, nunca mais “sentia” como acontecia agora. Alguma porta se reabrira com aquela notícia.
Os mosquitos começavam a aparecer e ele fechou a porta do trailer que levava o logo da National Geographic. Bebeu um pouco d'água e só aí que olhando para o papel reparou numa ponta dobrada no final do texto. Achou aquilo estranho e improvável. Desdobrou e viu que quem assinara a notícia do filho de sua irmã era Cassilda. Ficou atordoado, não era possível! Como ela sabia onde ele estava? Que ligação mantinha com a família? Aquilo não fazia sentido. Mas, de repente, ouviu uma pancada na lateral do trailer que balançou e fez sua adrenalina disparar ainda mais e o coração lhe saltar a boca. Era...
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Quer continuar essa história?
Mande a sua continuação por comentário. Assim que possível o seu pedaço da história será publicado.
(Hugo Marcelo)
... aquele entregue por seu tio Inácio, um antropólogo de primatas recém-chegado da África equatorial após expedição de 4 anos, estudando o comportamento dos babuínos. Trouxe consigo algo bastante peculiar. . . Algo que sempre encantou as crianças. Aquele tipo de presente que faz a gente sentir saudades da infância. . .
(Diego Klautau)
... Um chocalho. Daqueles coloridos e cheios de penduricalhos. Um chocalho velho, cheio de marcas, quase cicatrizes. O tio Inácio não falou nada. Apenas olhou para a criança, e a amou. Amou como só um tio pode amar. Sabendo que era do seu sangue, que tinha traços seus. Às vezes, tio Inácio olhava a criança e lembrava do pai e da mãe. Nessas vezes, era como se a esperança nascesse naquele homem nem tão novo nem tão velho. A esperança de que as dores que ele mesmo sentia, as dores que a vida tinha marcado com as cicatrizes do chocalho, não chegassem naquele rosto tão infantil, tão familiar, tão parecido com ele mesmo...
(Hugo Marcelo)
Mas tio Inácio tem pressa. . . Ele sabe que o tempo é curto. Mas ainda há tempo para mais uma vez fitar aqueles olhos cheios de vida e esperança, mas agora seu sobrinho não pode dar atenção ao tio. Agora está ocupado demais compondo uma melodia desarmoniosa com o seu novo brinquedo. Seu tio se compadece da ingenuidade da criança, sua felicidade é o maior presente que poderia receber naquele fatídico dia. . . Mas o tio tem pressa, olha o relógio da parede, são 16:00 horas, em apenas 01 hora precisa estar na estação de trem. . . Tio Inácio tem pressa. . . Olha a criança e se afasta discretamente e a deixa com seu novo brinquedo. Tio Inácio adentra a carruajem que o aguardava. A imagem da criança ainda viva na sua memória resgatava a ternura daquele homem, nem novo e nem velho, mas endurecido pela vida. . . Neste momento uma pergunta brota do seu coração, uma pergunta que se fazia a anos, que o torturava, que amargurava sua alma. . .
(Elídia)
A pergunta lhe pesava nas entranhas do seu coração combalido, fustigava sem piedade suas recordações: ela virá desta vez, mesmo passados vinte anos? Paralela à cruel pergunta, ainda uma dúvida: se ela vier, terá ela coragem de olhar no último brilho encontrado em seus olhos cansados?
(Vitor)
Há um ano nascera essa criança e junto com ela uma nova vida para toda a família que a gerou, em especial para seu tio Inácio. Inácio recebeu o telegrama em meio aos babuínos que estudava na África e já se havia passado um mês de vida da criança, pois já se entrava em março de 1991. Aquela notícia fez com que ele sorrisse sozinho abraçando o papel animado. Ao reabrir os olhos, deparou-se com uma mãe babuína e seu bebezinho babuíno nos braços... Mamando... Algo mudou nos seus sentimentos, não se conteve e desatou a chorar até o sol terminar de se pôr na seca planície africana. Era como se finalmente algo regasse aquele sertão, lágrimas, uma vida de criança, uma mudança desejada, uma declaração para si mesmo, sua emoção dizendo que em seu corpo ainda batia um coração, sua emoção, apesar de tudo, sobrevivera. Um misto de sentimentos que o remeteu a um passado que muito lutou para esquecer e superar e havia consigo, mas nunca mais também chorara como acontecia agora, nunca mais “sentia” como acontecia agora. Alguma porta se reabrira com aquela notícia.
Os mosquitos começavam a aparecer e ele fechou a porta do trailer que levava o logo da National Geographic. Bebeu um pouco d'água e só aí que olhando para o papel reparou numa ponta dobrada no final do texto. Achou aquilo estranho e improvável. Desdobrou e viu que quem assinara a notícia do filho de sua irmã era Cassilda. Ficou atordoado, não era possível! Como ela sabia onde ele estava? Que ligação mantinha com a família? Aquilo não fazia sentido. Mas, de repente, ouviu uma pancada na lateral do trailer que balançou e fez sua adrenalina disparar ainda mais e o coração lhe saltar a boca. Era...
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Quer continuar essa história?
Mande a sua continuação por comentário. Assim que possível o seu pedaço da história será publicado.
sábado, 16 de agosto de 2008
Um pedaço
Então começava a chover. Ela sempre se esquecia de pegar o guarda-chuva e por isso sempre se molhava. Mas dessa vez foi diferente. Estava a dois quarteirões de casa quando caiu sobre ela um pequeno pedaço de chuva. Como não queria chegar molhada no trabalho, voltou o pedaço da rua que já tinha percorrido para pegar o guarda-chuva. Tinha que correr um pouco, pois o ônibus do trabalho, que sempre passava a cinco minutos de sua casa, não podia esperá-la nem mesmo um pedaço de minuto.
Em casa, pega o elevador e, entre o nono andar com o décimo, esse se desliga. “Ok” pensou Joanita, pois com a corridinha que deu ainda tinha uns minutos. Porém seu pensamento mudou depois de dez minutos ali. Não tinha mais tempo, sua condução, com certeza, tinha passado já.
- Parabéns! Meus Parabéns! Único dia chuvoso que não vai chegar molhada no serviço vai ser hoje, que nem vai chegar. – Pensou alto.
Gritou por quinze minutos até que repararam o elevador. Nervosa, chega ao seu pedaço do andar e vai direto ligar pra sua amiga do posto de gasolina e pedir que ela pare o ônibus. Tinha certeza que a amiga faria isso se esta também não estivesse atrasada.
A tristeza toma conta de um pedaço do seu rosto. Desce todos os 437 pedaços da escada com o guarda-chuva nas mãos. Lá embaixo, não chovia mais. Correu como nunca na sua vida, mas não era isso que iria fazê-la chegar a tempo. Não viu nem mesmo um pedaço do ônibus que já estava muito longe.
Dela, saiam pedaços de suor que a molhavam. Estava ainda no primeiro pedaço, de seis, do dia. Decidiu voltar pra casa, como se tivesse melhores opções, para aproveitar o pedaço final da noite e dormir, terminando o seu pedaço de sonho que tinha começado antes da chuva iniciar.
Eram oito quarteirões e no meio do primeiro pedaço do caminho, três garotos se aproximaram dela e pegaram seu guarda-chuva. Agora começa quatro pedaços de cenas que terminam em uma coisa só: 1) Os garotos correm – para o escuro; 2) Ela corre – para casa; 3) A chuva, que estava no primeiro pedaço da estória, começa a descer – para o chão; e 4) Ela vê um pedaço de um homem atrás de uma árvore – ambos não andavam pra lugar nenhum.
Enquanto correndo se aproximava dele, escuta um pedaço de uma frase: “não... medo... eu não te... mal!”. Ela vai mais devagar, molhada também, e vendo que ele agora começava a vir na sua direção, pára de caminhar.
- Venha para baixo do meu guarda-chuva. Não tenha medo, eu não te farei mal! Vi, não tudo, mas um pedaço do que fizeram com você. Vou te ajudar. – Disse ele que começava a sair do escuro deixando ver um pedaço de sua face.
Ouvindo isso, e vendo a beleza do dono daquela voz, um pedaço de choro saiu e se misturou com os pedaços de chuva e de suor que cobriam sua linda face. O abraçou e foi debaixo do pedaço de guarda-chuva. Agora Joanita Teixeira que trabalhava no posto de gasolina, via a face inteira de Lucas Peixoto. A cena era divertida: um totalmente seco e outra molhada debaixo do mesmo, e único, guarda-chuva e foi assim que ele a levou durante todo o caminha até a casa.
Deixo essa estória assim, completa, mas sem um pedaço importante. Direi somente que ela nunca mais, em toda a vida, precisou de um guarda-chuva, pois depois daquele dia, a única coisa que tinha em pedaços era um guarda-chuva.
Em casa, pega o elevador e, entre o nono andar com o décimo, esse se desliga. “Ok” pensou Joanita, pois com a corridinha que deu ainda tinha uns minutos. Porém seu pensamento mudou depois de dez minutos ali. Não tinha mais tempo, sua condução, com certeza, tinha passado já.
- Parabéns! Meus Parabéns! Único dia chuvoso que não vai chegar molhada no serviço vai ser hoje, que nem vai chegar. – Pensou alto.
Gritou por quinze minutos até que repararam o elevador. Nervosa, chega ao seu pedaço do andar e vai direto ligar pra sua amiga do posto de gasolina e pedir que ela pare o ônibus. Tinha certeza que a amiga faria isso se esta também não estivesse atrasada.
A tristeza toma conta de um pedaço do seu rosto. Desce todos os 437 pedaços da escada com o guarda-chuva nas mãos. Lá embaixo, não chovia mais. Correu como nunca na sua vida, mas não era isso que iria fazê-la chegar a tempo. Não viu nem mesmo um pedaço do ônibus que já estava muito longe.
Dela, saiam pedaços de suor que a molhavam. Estava ainda no primeiro pedaço, de seis, do dia. Decidiu voltar pra casa, como se tivesse melhores opções, para aproveitar o pedaço final da noite e dormir, terminando o seu pedaço de sonho que tinha começado antes da chuva iniciar.
Eram oito quarteirões e no meio do primeiro pedaço do caminho, três garotos se aproximaram dela e pegaram seu guarda-chuva. Agora começa quatro pedaços de cenas que terminam em uma coisa só: 1) Os garotos correm – para o escuro; 2) Ela corre – para casa; 3) A chuva, que estava no primeiro pedaço da estória, começa a descer – para o chão; e 4) Ela vê um pedaço de um homem atrás de uma árvore – ambos não andavam pra lugar nenhum.
Enquanto correndo se aproximava dele, escuta um pedaço de uma frase: “não... medo... eu não te... mal!”. Ela vai mais devagar, molhada também, e vendo que ele agora começava a vir na sua direção, pára de caminhar.
- Venha para baixo do meu guarda-chuva. Não tenha medo, eu não te farei mal! Vi, não tudo, mas um pedaço do que fizeram com você. Vou te ajudar. – Disse ele que começava a sair do escuro deixando ver um pedaço de sua face.
Ouvindo isso, e vendo a beleza do dono daquela voz, um pedaço de choro saiu e se misturou com os pedaços de chuva e de suor que cobriam sua linda face. O abraçou e foi debaixo do pedaço de guarda-chuva. Agora Joanita Teixeira que trabalhava no posto de gasolina, via a face inteira de Lucas Peixoto. A cena era divertida: um totalmente seco e outra molhada debaixo do mesmo, e único, guarda-chuva e foi assim que ele a levou durante todo o caminha até a casa.
Deixo essa estória assim, completa, mas sem um pedaço importante. Direi somente que ela nunca mais, em toda a vida, precisou de um guarda-chuva, pois depois daquele dia, a única coisa que tinha em pedaços era um guarda-chuva.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Uma verdadeira telenovela
Mais ou menos a dois metros sobre as cabeças das pessoas, tinha um olhar. Nesse, uma vida. Passava o tempo, estava ali Mudava o tempo, estava ali. Somente uma ação: Observar. Sem descanso. Nas manhãs, ainda preguiçoso, via todos aqueles que chegavam para trabalhar e estudar. Eram sempre as mesmas pessoas que se faziam observar. Por isso o trabalho enchia o saco. Ás vezes trabalhava para os cansados: era o apoio deles.
O olhar gostava dos dias de chuva, pois via várias pessoas correndo e também várias cores de guarda-chuva. Mesmo assim, guarda-chuva preto era a maioria. Era feliz, ou menos triste, de madrugada, porque tinha luz onde deveria dar mais atenção. Na porta do banco, por exemplo. As luzes descansavam o dia todo, todos os dias e o deixavam sozinho, observando sozinho aquilo que o sol iluminava.
A noite era o momento certo para prestar mais atenção, mas também o melhor momento para poder descansar, pois não tinham as pessoas e se tinha uma, havia algo errado. Como nunca via as pessoas de noite, se sentia inútil. Viu somente duas vezes em cinco anos. A primeira vez que viu foi à meia noite quando um casal estava escondido numa escada azul. A segunda vez foi responsável da mudança dessa vida.
Era dia, muito calor. Observava a sombra onde muitos descansavam depois do almoço. Atrás do olho acontecia outra cena, muito diferente: uma mulher gritava por ajuda dizendo que foi roubada. Só depois de cinco minutos é que o olho moderno girou para ver o acontecido, porém não tina mais nada. Deviam fazer alguma coisa, não era possível que um olhar assim caro não valesse a pena.
Ele se sentia muito mal. “Como assim não vi nada?” refletia. Queria fechar os olhos para nunca mais ver, mas nas outras 37 vezes que tinha feito isso, o curaram. Três dias depois vê de longe vir o seu médico, aquele que o fez ver melhor nos últimos dois anos. “Não tenho nenhuma doença, por que ele esta vindo?” estava desesperado. O doutor se aproxima, coloca uma escada, pega o olho nas mãos e com uma faca na outra faz tudo ficar preto.
Um fim de semana depois, se fez a luz. A vista um pouco ruim. Alguns minutos depois volta ao normal. Mas onde estava sua escada azul? Onde estava seu banco? A árvore? Como assim!?! Via somente uma parede alaranjada e pouco depois, quando começou a girar, um espelho. Nesse, se via mais bonito, com um novo vidro preto e redondo que o cobria. Via também uns números na parede, do um ao onze.
Perguntou o que fazia ali naquele cubinho segundos antes de sentir descer. Como assim, a parede desce? Tudo para quando a porta se abre e uma voz diz: “Terceiro andar. Desce”. Entra o seu médico, a porta se fecha, o muro desce, pára, a porta se abre, a voz diz “Térreo. Sobe”, e o médico sai. Depois disso entram muitas pessoas. Vinte e duas era o máximo. Cada uma apertava um botão com os números e a porta se fechava para abrir no número do andar correspondente ao número apertado.
Passaram dias para poder, a câmera, entender isso. Era um elevador. Mas passaram somente alguns segundos para ser prazeroso. Antes, só observava, agora ria com as pessoas. Sempre ouvia as mesmas palavras. “Tudo bem?” “Oi” “Não acreditava que chovesse hoje!” etc. Às vezes gostava de ver quando duas pessoas estavam juntas, mas não falavam nada, era suficiente ver o corpo que se fechava e o olho deles que olhavam o infinito. Mas o mais engraçado eram as pessoas que entravam sozinhas. Olhavam o espelho frequentemente.
Esse novo lugar não era mais diferente que o antigo, mas era mais interessante de se observar. Observava, observava... Alguns meses depois viu um olhar móvel com uma pessoa do primeiro andar... Um olhar como eu, mas móvel! Um olhar. E assim o olhar olhou o olhar com olhos apaixonados.
O olhar gostava dos dias de chuva, pois via várias pessoas correndo e também várias cores de guarda-chuva. Mesmo assim, guarda-chuva preto era a maioria. Era feliz, ou menos triste, de madrugada, porque tinha luz onde deveria dar mais atenção. Na porta do banco, por exemplo. As luzes descansavam o dia todo, todos os dias e o deixavam sozinho, observando sozinho aquilo que o sol iluminava.
A noite era o momento certo para prestar mais atenção, mas também o melhor momento para poder descansar, pois não tinham as pessoas e se tinha uma, havia algo errado. Como nunca via as pessoas de noite, se sentia inútil. Viu somente duas vezes em cinco anos. A primeira vez que viu foi à meia noite quando um casal estava escondido numa escada azul. A segunda vez foi responsável da mudança dessa vida.
Era dia, muito calor. Observava a sombra onde muitos descansavam depois do almoço. Atrás do olho acontecia outra cena, muito diferente: uma mulher gritava por ajuda dizendo que foi roubada. Só depois de cinco minutos é que o olho moderno girou para ver o acontecido, porém não tina mais nada. Deviam fazer alguma coisa, não era possível que um olhar assim caro não valesse a pena.
Ele se sentia muito mal. “Como assim não vi nada?” refletia. Queria fechar os olhos para nunca mais ver, mas nas outras 37 vezes que tinha feito isso, o curaram. Três dias depois vê de longe vir o seu médico, aquele que o fez ver melhor nos últimos dois anos. “Não tenho nenhuma doença, por que ele esta vindo?” estava desesperado. O doutor se aproxima, coloca uma escada, pega o olho nas mãos e com uma faca na outra faz tudo ficar preto.
Um fim de semana depois, se fez a luz. A vista um pouco ruim. Alguns minutos depois volta ao normal. Mas onde estava sua escada azul? Onde estava seu banco? A árvore? Como assim!?! Via somente uma parede alaranjada e pouco depois, quando começou a girar, um espelho. Nesse, se via mais bonito, com um novo vidro preto e redondo que o cobria. Via também uns números na parede, do um ao onze.
Perguntou o que fazia ali naquele cubinho segundos antes de sentir descer. Como assim, a parede desce? Tudo para quando a porta se abre e uma voz diz: “Terceiro andar. Desce”. Entra o seu médico, a porta se fecha, o muro desce, pára, a porta se abre, a voz diz “Térreo. Sobe”, e o médico sai. Depois disso entram muitas pessoas. Vinte e duas era o máximo. Cada uma apertava um botão com os números e a porta se fechava para abrir no número do andar correspondente ao número apertado.
Passaram dias para poder, a câmera, entender isso. Era um elevador. Mas passaram somente alguns segundos para ser prazeroso. Antes, só observava, agora ria com as pessoas. Sempre ouvia as mesmas palavras. “Tudo bem?” “Oi” “Não acreditava que chovesse hoje!” etc. Às vezes gostava de ver quando duas pessoas estavam juntas, mas não falavam nada, era suficiente ver o corpo que se fechava e o olho deles que olhavam o infinito. Mas o mais engraçado eram as pessoas que entravam sozinhas. Olhavam o espelho frequentemente.
Esse novo lugar não era mais diferente que o antigo, mas era mais interessante de se observar. Observava, observava... Alguns meses depois viu um olhar móvel com uma pessoa do primeiro andar... Um olhar como eu, mas móvel! Um olhar. E assim o olhar olhou o olhar com olhos apaixonados.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
"Pedaços" de um FDS
Podemos fazer de um momento de espera, uma boa e longa conversa. Aí sim fica tudo bem se alguém atrasa 20, 15 minutos.
Podemos entrar em um mercado e, juntos, vermos o que é melhor comprar: se coca ou Vinho. E fazer deste momento de compras, uma pequena diversão.
Podemos até nos desesperar quando não temos o bilhete para abrir a cancela do estacionamento, mas porque não ouvir música enquanto esperamos ajuda?
Podemos chegar à casa de uma amiga que mexe uma panela com chocolate quente, e porque não tomar um vinho e fazer um lanchinho enquanto isso?
Podemos decidir assistir um filme, mas é tão bom conversar. Então, por que não conversar durante o filme?
Podemos nos embebedar de vinho e cair de sono, porém podemos ficar juntos até tarde e se embebedar do sono de cada um.
Podemos viver uma vida inteira juntos, lado a lado, mas por que não vivê-la em pequenos momentos divididos? Por que não vivê-la em pedaços?
----------------------------------------
Escrito depois de um fim de semana vivido com Chiarinha, Elvis, Beroalda, Luciana²... Aliás, a idéia e alguns pedaços são escritos por Chiarinha.
Podemos entrar em um mercado e, juntos, vermos o que é melhor comprar: se coca ou Vinho. E fazer deste momento de compras, uma pequena diversão.
Podemos até nos desesperar quando não temos o bilhete para abrir a cancela do estacionamento, mas porque não ouvir música enquanto esperamos ajuda?
Podemos chegar à casa de uma amiga que mexe uma panela com chocolate quente, e porque não tomar um vinho e fazer um lanchinho enquanto isso?
Podemos decidir assistir um filme, mas é tão bom conversar. Então, por que não conversar durante o filme?
Podemos nos embebedar de vinho e cair de sono, porém podemos ficar juntos até tarde e se embebedar do sono de cada um.
Podemos viver uma vida inteira juntos, lado a lado, mas por que não vivê-la em pequenos momentos divididos? Por que não vivê-la em pedaços?
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Escrito depois de um fim de semana vivido com Chiarinha, Elvis, Beroalda, Luciana²... Aliás, a idéia e alguns pedaços são escritos por Chiarinha.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
O Amor...
O amor é lindo. O céu é lindo e azul. Possui estrelas. As estrelas brilham e têm cores. Cores como as flores. Uma flor é linda como o amor; Tem o sol. O céu azul. As estrelas não existem mais. O brilho das estrelas não tem mais. As cores são outras como as flores que sempre mudam nas estações. Também o amor é diferente.
Tem também a lua. A lua é linda. Como o céu. A lua, o céu, as estrelas. As cores diversas. O amor é diverso; Algumas noites não têm a lua. Poucas estrelas. Muitas nuvens. Mas ainda as flores. Ainda o amor. Talvez as cores.
Assim começa essa história. Com o amor. Um céu lindo, um céu azul. Cores. Flores. Porém sem sol. Sem lua. Sem estrelas. Um azul diferente. Com uma coisa diferente: a chuva. Era uma manhã. Bem cedo. Uma cidade. Loppiano. Tantas pessoas. O amor. Uma mulher entre tantas outras. O amor.
Ali tudo mudava sempre. As cores, as flores. As pessoas; Era tudo normal. O sol, o dia. A lua, a noite. Mas especial. A diversidade das cores, das flores. Isso para ela. Para quem morava ali; Para os estrangeiros, tudo significava outras coisas. A lua, um amigo bem longe. As estrelas, um momento de pensamentos. As flores, a diversidade; Eram estradas diferentes. Interligando tudo o mundo. As flores são diferentes. As flores são lindas. A diversidade é linda; Dias iguais. Mas diversos.
A mulher. O sol. O amor. Uma flor com seu jardim ao lado. Todas pequenas, um maior. Talvez, não eram flores. Talvez estrelas. Ela e uma constelação; A diversidade era presente. As cores; Fosse o seu jardim, ou constelação, o mais lindo. Mas não era o suficiente. Uma nova flor. Uma nova estrela. Tudo muda. Como sempre acontecia ali. Alguns vão embora. Outros vêm.
Nove novos meses depois. Muitos dias. Muitas noites. Gira o sol. A lua. O amor gerou, não criou. Um dom. O nascimento. A mulher ainda mais mãe. A Mãe. O amor ainda mais forte. O Amor.
Houve um dom: o amor é lindo, como o céu azul. Possui estrelas que brilham e têm cores diferentes como as flores. Assim é a vida. Um ciclo de dias e noites. Um grande segredo existe. O amor. Muitos estudaram, muitos o estudam e muitos o estudarão. Entendê-lo é para os bons. A mulher; O amor faz viver.
O dom foi a morte. A vida; A tristeza. A felicidade; A morte é uma invenção da vida para fazer nascer mais. Fazer viver mais. Se nasce para dar continuidade à vida; Se nasce para dar diversidade à vida. As flores, as cores; Se nasce para morrer. A mulher. O amor. Chiaretta.
Ela entendeu o grande segredo da vida. O amor. Viveu o segredo. Amou. Deu a vida; Um dom. O dom: morrer para fazer nascer. Morreu para fazer brilhar uma nova estrela. A continuidade do amor. A diversidade da vida; Morreu mas é viva. Nos corações. De todos.
Chiara De Los Angeles in Nembrini. Deu a vida. Fez nascer. Amou. Viveu. Completou e descobriu o segredo: O AMOR.
--------------------------------------------
Eu, um amigo distante, vivi somente algumas manhãs com ela (enquanto ela ia buscar o leite fresco para os filhos), mas foi o suficiente para poder dizer tudo isso e ter certeza que ela, literalmente (mas não só), deu a vida. Mesmo de longe as lágrimas desciam quando fiquei sabendo, mas crescia em mim a vontade de ser santo como ela e a força de viver para dar a vida.
Tem também a lua. A lua é linda. Como o céu. A lua, o céu, as estrelas. As cores diversas. O amor é diverso; Algumas noites não têm a lua. Poucas estrelas. Muitas nuvens. Mas ainda as flores. Ainda o amor. Talvez as cores.
Assim começa essa história. Com o amor. Um céu lindo, um céu azul. Cores. Flores. Porém sem sol. Sem lua. Sem estrelas. Um azul diferente. Com uma coisa diferente: a chuva. Era uma manhã. Bem cedo. Uma cidade. Loppiano. Tantas pessoas. O amor. Uma mulher entre tantas outras. O amor.
Ali tudo mudava sempre. As cores, as flores. As pessoas; Era tudo normal. O sol, o dia. A lua, a noite. Mas especial. A diversidade das cores, das flores. Isso para ela. Para quem morava ali; Para os estrangeiros, tudo significava outras coisas. A lua, um amigo bem longe. As estrelas, um momento de pensamentos. As flores, a diversidade; Eram estradas diferentes. Interligando tudo o mundo. As flores são diferentes. As flores são lindas. A diversidade é linda; Dias iguais. Mas diversos.
A mulher. O sol. O amor. Uma flor com seu jardim ao lado. Todas pequenas, um maior. Talvez, não eram flores. Talvez estrelas. Ela e uma constelação; A diversidade era presente. As cores; Fosse o seu jardim, ou constelação, o mais lindo. Mas não era o suficiente. Uma nova flor. Uma nova estrela. Tudo muda. Como sempre acontecia ali. Alguns vão embora. Outros vêm.
Nove novos meses depois. Muitos dias. Muitas noites. Gira o sol. A lua. O amor gerou, não criou. Um dom. O nascimento. A mulher ainda mais mãe. A Mãe. O amor ainda mais forte. O Amor.
Houve um dom: o amor é lindo, como o céu azul. Possui estrelas que brilham e têm cores diferentes como as flores. Assim é a vida. Um ciclo de dias e noites. Um grande segredo existe. O amor. Muitos estudaram, muitos o estudam e muitos o estudarão. Entendê-lo é para os bons. A mulher; O amor faz viver.
O dom foi a morte. A vida; A tristeza. A felicidade; A morte é uma invenção da vida para fazer nascer mais. Fazer viver mais. Se nasce para dar continuidade à vida; Se nasce para dar diversidade à vida. As flores, as cores; Se nasce para morrer. A mulher. O amor. Chiaretta.
Ela entendeu o grande segredo da vida. O amor. Viveu o segredo. Amou. Deu a vida; Um dom. O dom: morrer para fazer nascer. Morreu para fazer brilhar uma nova estrela. A continuidade do amor. A diversidade da vida; Morreu mas é viva. Nos corações. De todos.
Chiara De Los Angeles in Nembrini. Deu a vida. Fez nascer. Amou. Viveu. Completou e descobriu o segredo: O AMOR.
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Eu, um amigo distante, vivi somente algumas manhãs com ela (enquanto ela ia buscar o leite fresco para os filhos), mas foi o suficiente para poder dizer tudo isso e ter certeza que ela, literalmente (mas não só), deu a vida. Mesmo de longe as lágrimas desciam quando fiquei sabendo, mas crescia em mim a vontade de ser santo como ela e a força de viver para dar a vida.
domingo, 10 de agosto de 2008
Suicídio temporário
Encontro-me naquele momento
Naquele espaço de tempo
Em que vivo o lamento
Lamento viver
O tempo que tenho
No momento que vivo
O que eu queria, não posso ter
O que eu posso ter, não queria
A vida tenho
A vida não quero
Mas deixar tudo vale a pena?
Tudo vale a pena se a alma não é pequena
Minha alma é pequena
Logo não vale a pena
Aos pedaços,
Sobre o luar
Olhando as estrelas,
Tento encontrar
O que um dia,
Me fará validar
Uma busca frenética
Nos meus pensamentos
Vôo alto, longe
Revivo pessoas
Revejo pessoas
Choro lágrimas invisíveis
Durmo e sonho
Sonho e durmo
Sonho a vida
Sonho para viver
Durmo para não viver (ou viver mais)
Durmo a vida
É um suicídio temporário para poder
repensar, reagir, requerer... reviver
Naquele espaço de tempo
Em que vivo o lamento
Lamento viver
O tempo que tenho
No momento que vivo
O que eu queria, não posso ter
O que eu posso ter, não queria
A vida tenho
A vida não quero
Mas deixar tudo vale a pena?
Tudo vale a pena se a alma não é pequena
Minha alma é pequena
Logo não vale a pena
Aos pedaços,
Sobre o luar
Olhando as estrelas,
Tento encontrar
O que um dia,
Me fará validar
Uma busca frenética
Nos meus pensamentos
Vôo alto, longe
Revivo pessoas
Revejo pessoas
Choro lágrimas invisíveis
Durmo e sonho
Sonho e durmo
Sonho a vida
Sonho para viver
Durmo para não viver (ou viver mais)
Durmo a vida
É um suicídio temporário para poder
repensar, reagir, requerer... reviver
sábado, 9 de agosto de 2008
Mosaico
Lá de cima, embaixo via!
Era um mosaico que passava
calmo, lento que apaixonava
o momento que eu só(r)ria
Notei que de nada valia
a velocidade que eu andava,
Mas a velocidade que eu observava.
Era só (n)isso que eu (a) via
---
Minhas formas geométricas (pensamentos),
lentas nessa transição,
formavam em minha cabeça
uma bela confusão
talvez a emoção
que agradeça
a felicidade
da realização!
Era um mosaico que passava
calmo, lento que apaixonava
o momento que eu só(r)ria
Notei que de nada valia
a velocidade que eu andava,
Mas a velocidade que eu observava.
Era só (n)isso que eu (a) via
---
Minhas formas geométricas (pensamentos),
lentas nessa transição,
formavam em minha cabeça
uma bela confusão
talvez a emoção
que agradeça
a felicidade
da realização!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Um ano pela vida toda
Morrer para poder viver
Ironia que só o saber
Sabe fazer
Um ano para poder esquecer
Esquecer:
o vivido
o mundo que julgava amigo
o antigo
o ser perdido
mais que renascer
é nascer de novo
ter uma vida nova
e nela crescer
Um ano pode ser mais importante que a vida toda!
São sacrifícios que valem a pena...
Quantas vezes o sol
Se deixa pescar
Como peixe no anzol
Pro céu estrelar?
Quantas vezes as folhas
Ao vento se lançam
Como o sabão em bolhas
Pra que novas cresçam?
(Fazenda da Esperança)
Ironia que só o saber
Sabe fazer
Um ano para poder esquecer
Esquecer:
o vivido
o mundo que julgava amigo
o antigo
o ser perdido
mais que renascer
é nascer de novo
ter uma vida nova
e nela crescer
Um ano pode ser mais importante que a vida toda!
São sacrifícios que valem a pena...
Quantas vezes o sol
Se deixa pescar
Como peixe no anzol
Pro céu estrelar?
Quantas vezes as folhas
Ao vento se lançam
Como o sabão em bolhas
Pra que novas cresçam?
(Fazenda da Esperança)
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Muitos querem
Querer pode ser poder
Se, e somente se,
Querer for querer
Querer por querer
Não dá poder
A quem quer
Poder de querer
Poder querer
Todo mundo pode
Mas conseguir
É uma coisa de poucos
(Fazenda da Esperança)
Se, e somente se,
Querer for querer
Querer por querer
Não dá poder
A quem quer
Poder de querer
Poder querer
Todo mundo pode
Mas conseguir
É uma coisa de poucos
(Fazenda da Esperança)
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
O Eu esquecido dentro
Embora se eu vivia
Não era Eu quem agia
Pois o Eu, eu o esquecia
E somente eu vivia
Mas o Eu se mostrou
Dentro de mim
Dentro do meu eu
Eu me fez viver
Eu tenho que fazê-Lo viver
Procurei viver o Eu
O Eu esquecido
O Eu dentro de mim
Sufoquei o meu eu
Agora eu vivo
Mas sou Eu quem age
Quem me faz esquecer do eu
Não era Eu quem agia
Pois o Eu, eu o esquecia
E somente eu vivia
Mas o Eu se mostrou
Dentro de mim
Dentro do meu eu
Eu me fez viver
Eu tenho que fazê-Lo viver
Procurei viver o Eu
O Eu esquecido
O Eu dentro de mim
Sufoquei o meu eu
Agora eu vivo
Mas sou Eu quem age
Quem me faz esquecer do eu
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Sinceridade
Sempre fico sabendo a verdade!
Não aquela que me dizem,
mas a que me escondem.
Momento certo
hora errada
Momento errado
hora certa
A verdade viria pra trazer felicidade
Mas sem essa irmandade
Sofro com a dificuldade
Dessa “infacilidade”
Para me dizerem...
... a verdade!
Não aquela que me dizem,
mas a que me escondem.
Momento certo
hora errada
Momento errado
hora certa
A verdade viria pra trazer felicidade
Mas sem essa irmandade
Sofro com a dificuldade
Dessa “infacilidade”
Para me dizerem...
... a verdade!
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Ainda Traído
Fui traído,
meus olhos viram
e o meu coração tapei.
Só com meu olho, chorei.
Como pode?
Como pude?
Como pôde?
Eu não acreditava
Eu tão esperava
Repeti o erro
Por quê?
O erro me repetiu
Pra quê?
meus olhos viram
e o meu coração tapei.
Só com meu olho, chorei.
Como pode?
Como pude?
Como pôde?
Eu não acreditava
Eu tão esperava
Repeti o erro
Por quê?
O erro me repetiu
Pra quê?
domingo, 27 de julho de 2008
Irmão escolhido
Irmão não se escolhe
O recebe e engole
Quando se escolhe,
não é irmão.
É um amigo
do coração.
Amigo de amizade.
Amigo de irmandade.
Irmão escolhido
É seu amigo
Seu amigo é
Amigo é seu
Irmão escolhido
O recebe e engole
Quando se escolhe,
não é irmão.
É um amigo
do coração.
Amigo de amizade.
Amigo de irmandade.
Irmão escolhido
É seu amigo
Seu amigo é
Amigo é seu
Irmão escolhido
domingo, 20 de julho de 2008
Cindir
Fui cindido.
A vida aqui,
a vida ali.
Cindo as coisas
Coisas que tenho
Cindindo sinto
O dobro do inteiro
Cindir uma paixão
não correspondida,
É o cindir da própria
“Cindidão”
A vida aqui,
a vida ali.
Cindo as coisas
Coisas que tenho
Cindindo sinto
O dobro do inteiro
Cindir uma paixão
não correspondida,
É o cindir da própria
“Cindidão”
terça-feira, 15 de julho de 2008
Acompanhar-me
Sendo sozinho me acompanharei
Ou então me levarei?
Se me levar, posso me fazer perder
Se me acompanhar, perco-me comigo mesmo
Se me levar, posso me fazer ganhar
Se me acompanhar, ganho sozinho
Não me levo para não me perder
Acompanho-me para não ser só
Ou então me levarei?
Se me levar, posso me fazer perder
Se me acompanhar, perco-me comigo mesmo
Se me levar, posso me fazer ganhar
Se me acompanhar, ganho sozinho
Não me levo para não me perder
Acompanho-me para não ser só
domingo, 6 de julho de 2008
Relógio amigo
As horas sempre passam
Dividem o espaço temporal
O relógio controla
De hora em hora
Aquele que ora
E nunca
Vai embora
Poderia ter um relógio
Que me gritasse as horas
Que as horas me gritasse
As horas que me gritasse
Me gritasse que as horas
Amigo grita
Amigo ora
Amigo passa
Amigo chora
Não tem hora
Quantas horas têm o seu dia?
Dividem o espaço temporal
O relógio controla
De hora em hora
Aquele que ora
E nunca
Vai embora
Poderia ter um relógio
Que me gritasse as horas
Que as horas me gritasse
As horas que me gritasse
Me gritasse que as horas
Amigo grita
Amigo ora
Amigo passa
Amigo chora
Não tem hora
Quantas horas têm o seu dia?
segunda-feira, 30 de junho de 2008
O eu mandado
Me mandaram nascer, nasci.
Me mandaram viver, vivi,
Me mandaram sofrer, sofri.
Me mandaram sorrir, sorri.
Me mandaram amar, amei.
Me mandaram... eu fui.
Agora aqui estou
nascido
vivido
sofrido
sorrido
amido
Para nascer, vivi.
Para sofrer, sorri.
Para amar, vim.
Sou um ser mandado.
Me mandaram viver, vivi,
Me mandaram sofrer, sofri.
Me mandaram sorrir, sorri.
Me mandaram amar, amei.
Me mandaram... eu fui.
Agora aqui estou
nascido
vivido
sofrido
sorrido
amido
Para nascer, vivi.
Para sofrer, sorri.
Para amar, vim.
Sou um ser mandado.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Fazendo/a Esperança
A esperança é uma fazenda...
Grande, extensa.
Exige trabalho,
Suor (de lágrimas)
Força (de vontade)
Exige paciência.
Exibe prazer,
Amizade
Caridade
Exibe irmandade.
Isolamento para esperançar
Um tempo para esperar
Palavras para recuperar
Vivência para Amar
Assim se faz
A Esperança
Grande, extensa.
Exige trabalho,
Suor (de lágrimas)
Força (de vontade)
Exige paciência.
Exibe prazer,
Amizade
Caridade
Exibe irmandade.
Isolamento para esperançar
Um tempo para esperar
Palavras para recuperar
Vivência para Amar
Assim se faz
A Esperança
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Saudade
Percebo ao acordar
que o sol acariciava a janela
com seu calor saudoso,
das terras, dos vinhedos de lá.
Os passeios lembro,
os orvalhos sinto.
Ainda uma fria manhã,
um abraço de amanhecer.
Sem meus olhos, sinto mais:
A nebulosidade que
traz o escuro branco
das primeiras horas.
Triste começo a esquecer.
Esquecer como sinto,
como ouvia os risos,
como era feliz.
Minha alma filtra
os muros da saudade,
as folhas das memórias.
Minha alma se perde.
que o sol acariciava a janela
com seu calor saudoso,
das terras, dos vinhedos de lá.
Os passeios lembro,
os orvalhos sinto.
Ainda uma fria manhã,
um abraço de amanhecer.
Sem meus olhos, sinto mais:
A nebulosidade que
traz o escuro branco
das primeiras horas.
Triste começo a esquecer.
Esquecer como sinto,
como ouvia os risos,
como era feliz.
Minha alma filtra
os muros da saudade,
as folhas das memórias.
Minha alma se perde.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
In... incerteza
Ignorar, esquecer
Negar o meu ser
Ver ali
Espelhar aqui
Jamais o ser
Assim aprendi
Sei lá, muitas questões
Vários sermões
Pouca imaginação
Já que é a mesma ação
Reviver o vivido
Aprender vivendo
Morrer aprendendo
Negar o meu ser
Ver ali
Espelhar aqui
Jamais o ser
Assim aprendi
Sei lá, muitas questões
Vários sermões
Pouca imaginação
Já que é a mesma ação
Reviver o vivido
Aprender vivendo
Morrer aprendendo
terça-feira, 3 de junho de 2008
Escovando os dentes
Me dói o (não) ser
Me dói o (não) ter
Ter o Ser
Ser o Ter
Tudoenadaconfusão
Calaocoração
Separareisaquestão
Tudo e nada solidão
Dói o coração
Juntar eis a solução
Me dói o (não) ter
Ter o Ser
Ser o Ter
Tudoenadaconfusão
Calaocoração
Separareisaquestão
Tudo e nada solidão
Dói o coração
Juntar eis a solução
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Porque palavras
Às vezes dizemos e não é
Pensamos o que foi
Mostramos a verdade
Palavras não passam de palavras
Sentimentos são sentimentos
Gestos não passam de gestos
Atenção
Percepção
A cada ação
A entonação
O olhar comunica
Pensamos o que foi
Mostramos a verdade
Palavras não passam de palavras
Sentimentos são sentimentos
Gestos não passam de gestos
Atenção
Percepção
A cada ação
A entonação
O olhar comunica
domingo, 1 de junho de 2008
Momento
Fugir de si
Pensar errado
Agir estranho
Escrever confuso
palavras eternizam
ações marcam
pensamentos confundem
fugir amedronta
O marcado
foi eternizado
pela confusão
do medo
Só um momento
nada mais que isso
Só um sentimento
nada demais nisso
Só um desentendimento
então foi só isso!
Pensar errado
Agir estranho
Escrever confuso
palavras eternizam
ações marcam
pensamentos confundem
fugir amedronta
O marcado
foi eternizado
pela confusão
do medo
Só um momento
nada mais que isso
Só um sentimento
nada demais nisso
Só um desentendimento
então foi só isso!
sábado, 31 de maio de 2008
Papail Noel e a Barba
Agora sim, tudo me faz sentido.
Agora sei, tudo tem um motivo.
Papai Noel e sua barba fantástica.
Em alguns era até mesmo elástica.
Barba grande, sem fazer.
Era nada mais que um descuidado.
Vagabundo e desleixado.
Porém, por todos é amado.
Amado por amar.
pelos outros se preocupar.
Sem tempo para "nadar".
Não era proposital, nem intencional.
só uma consequência do real.
Se real, ele existe.
Feliz natal e a todos os "Papais Noéis"
que vivem fora de época.
Agora sei, tudo tem um motivo.
Papai Noel e sua barba fantástica.
Em alguns era até mesmo elástica.
Barba grande, sem fazer.
Era nada mais que um descuidado.
Vagabundo e desleixado.
Porém, por todos é amado.
Amado por amar.
pelos outros se preocupar.
Sem tempo para "nadar".
Não era proposital, nem intencional.
só uma consequência do real.
Se real, ele existe.
Feliz natal e a todos os "Papais Noéis"
que vivem fora de época.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Seu
Um olhar desviado
um olhar desesperado
Desencontro de mãos
movimentos agitados
um grito de dor
Roupas espalhadas
roupas rasgadas
roupas tiradas
roupas mínimas
Um não
um sim
um talvez
Forçada tentação
Tentação forçada
Não mais o belo do Nosso
mas o bruto do seu.
um olhar desesperado
Desencontro de mãos
movimentos agitados
um grito de dor
Roupas espalhadas
roupas rasgadas
roupas tiradas
roupas mínimas
Um não
um sim
um talvez
Forçada tentação
Tentação forçada
Não mais o belo do Nosso
mas o bruto do seu.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Abrindo a janela
Memória agitada
Entrava o pensamento
Silêncio
Interrogação
Nada
Tudo
Observava
Ser sempre assim
Odiar ser
Zombar do ser
Ignorar o ser.
Não pensar
Heuristicamente.
Onde fui (vou) parar! (?)
Entrava o pensamento
Silêncio
Interrogação
Nada
Tudo
Observava
Ser sempre assim
Odiar ser
Zombar do ser
Ignorar o ser.
Não pensar
Heuristicamente.
Onde fui (vou) parar! (?)
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Flanando numa noite paulista
Vento doce, que chama chuva gelada, cruzando as pequenas ruas escuras iluminadas. Passos espaçados, ligeiros ou silenciados. Vento brisa que invoca os gritos das folhas, o seu arrastar no chão, em uma confusão única que presencia o momento. Um carro passa.
Perseguindo esse, sai do rio Negro e chega ao rio de sangue que divide espaço com a enxurrada de luzes dos que vêm. Movimento compassado; Ritmo normalizado, pausado por cores alternadas. Silêncio quebrado. Alguém buzinou.
O som viaja e por onde passa puxa olhares curiosos. Segundos ou até milésimos para uma dedução. O som sobe tirando o apetite concentrado de quem dormia; quebrando o sonho voraz. A luz acende.
Mais um pisca-pisca ligado na árvore não natalina da selva não vegetal. Um iluminar branco; iluminar amarelo; cansado; tímido; tampado; vivaz; colorido. Apagado. Escuro. Foram dormir.
Perseguindo esse, sai do rio Negro e chega ao rio de sangue que divide espaço com a enxurrada de luzes dos que vêm. Movimento compassado; Ritmo normalizado, pausado por cores alternadas. Silêncio quebrado. Alguém buzinou.
O som viaja e por onde passa puxa olhares curiosos. Segundos ou até milésimos para uma dedução. O som sobe tirando o apetite concentrado de quem dormia; quebrando o sonho voraz. A luz acende.
Mais um pisca-pisca ligado na árvore não natalina da selva não vegetal. Um iluminar branco; iluminar amarelo; cansado; tímido; tampado; vivaz; colorido. Apagado. Escuro. Foram dormir.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Entre Amigos
Sou um amigo frustrado
Sou um amigo frustrante
Me desculpem as amizades
Me desculpem estas palavras
Me desculpem por escrever
Minha cabeça pensou só
Só pensou
Só
Viver e pensar
Não falar
Desabafar
Vivo e decepciono
Decepciono se vivo
Ter amigos é uma arte
Sou um artista
Amigo é arte
Arte de se entender.
Sou um amigo frustrante
Me desculpem as amizades
Me desculpem estas palavras
Me desculpem por escrever
Minha cabeça pensou só
Só pensou
Só
Viver e pensar
Não falar
Desabafar
Vivo e decepciono
Decepciono se vivo
Ter amigos é uma arte
Sou um artista
Amigo é arte
Arte de se entender.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Amor
Não só porque se sente
é um sentimento
Não só porque se vive
é uma ação
Não só porque se ama
és amor!
Um que se negligência, a si.
Um que se faz carnal, o outro.
Um que se faz amigo
Um que se faz família
Todos que se fazem um!
esse um existe?
esse um existe!
esse um existe.
esse um...
tristeza
ódio
solidão
partes dessa paixão
não me importa o que é
não me importa quem é
não me importa como é
não me importa nada
pois o nada é tudo
Esse vazio é a certeza
certeza de que
mesmo nada
sou capaz de fazer
devido minha ignorância
de entender o que é
o AMOR!
é um sentimento
Não só porque se vive
é uma ação
Não só porque se ama
és amor!
Um que se negligência, a si.
Um que se faz carnal, o outro.
Um que se faz amigo
Um que se faz família
Todos que se fazem um!
esse um existe?
esse um existe!
esse um existe.
esse um...
tristeza
ódio
solidão
partes dessa paixão
não me importa o que é
não me importa quem é
não me importa como é
não me importa nada
pois o nada é tudo
Esse vazio é a certeza
certeza de que
mesmo nada
sou capaz de fazer
devido minha ignorância
de entender o que é
o AMOR!
domingo, 25 de maio de 2008
A Muda, Muda, Muda
Pequena flor que
Nada havia
Nada a via
Nada via
Sem vento não.
Sem mexer não.
Sem barulho não.
Um dia apercebida
Encantou o olhar
O tudo; O sim
A muda, muda, muda.
Nada havia
Nada a via
Nada via
Sem vento não.
Sem mexer não.
Sem barulho não.
Um dia apercebida
Encantou o olhar
O tudo; O sim
A muda, muda, muda.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Desconceitue-se de mim
Tire de sua boca
o que da minha boca
te machuca a boca
Palavras serão somente
Palavras que assim como
Palavras se vão ao ar
não encontram lugar
e vagam no mesmo luar
e assim o desconceituar
preenche-me de ar:
você não deve mais
...
me amar
o que da minha boca
te machuca a boca
Palavras serão somente
Palavras que assim como
Palavras se vão ao ar
não encontram lugar
e vagam no mesmo luar
e assim o desconceituar
preenche-me de ar:
você não deve mais
...
me amar
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Não te quero ver mais
Os dias se passaram, o tempo passou
estava tentando ficar ao seu lado
tentando em vão, por paixão
Você me disse que não
eu depois disso fiquei acabado
dormir não conseguia mais, o sono passou
Mil problemas eu tenho
um era ser seu namorado
amigo apaixonado
trabalho atordoado
Agora deixo meus problemas
não quero vê-los mais
talvez um dia... talvez
E se os ver?
os verei... somente
O meu maior desejo:
Esteja muito mal, muito
cabeça baixa, procurando ajuda
Sem ninguém ao seu lado!
Contudo, se estiver alegre
feliz, sorrindo, com outro alguém
vou parar, chorar, te olhar, admirar
...
admirar o que eu sempre quis com você
e vou ficar mais triste
do que agora com essa minha decisão
Se me amas, esteja mal
Esteja mal para eu te amar
Se abra pra mim e assim
poderemos um dia, quem sabe
recomeçar
estava tentando ficar ao seu lado
tentando em vão, por paixão
Você me disse que não
eu depois disso fiquei acabado
dormir não conseguia mais, o sono passou
Mil problemas eu tenho
um era ser seu namorado
amigo apaixonado
trabalho atordoado
Agora deixo meus problemas
não quero vê-los mais
talvez um dia... talvez
E se os ver?
os verei... somente
O meu maior desejo:
Esteja muito mal, muito
cabeça baixa, procurando ajuda
Sem ninguém ao seu lado!
Contudo, se estiver alegre
feliz, sorrindo, com outro alguém
vou parar, chorar, te olhar, admirar
...
admirar o que eu sempre quis com você
e vou ficar mais triste
do que agora com essa minha decisão
Se me amas, esteja mal
Esteja mal para eu te amar
Se abra pra mim e assim
poderemos um dia, quem sabe
recomeçar
domingo, 27 de abril de 2008
Indulto
Peço nada mais que teu indulto
Indulte-me! Já que mal eu fiz
sempre fiz, quis... fui
Mal me sinto do mal que fui
que quis pra mim
e fiz a você
Não me indultaria se fosse você
mas como você não sou eu
e eu sou diferente de você
aceite meu pedido
faça o que queres
Indulte-me! Já que mal eu fiz
sempre fiz, quis... fui
Mal me sinto do mal que fui
que quis pra mim
e fiz a você
Não me indultaria se fosse você
mas como você não sou eu
e eu sou diferente de você
aceite meu pedido
faça o que queres
sábado, 26 de abril de 2008
Te arroguei
Te arroguei para mim
Errei, pensamento errado
rascunho descarado
coração dilacerado
arrojado em querer
o que não podia ter
só me bastou sofrer
com o meu bem querer
Arrogação arrojada
foi o que me aconteceu
agora sou só eu
e nada mais que o nada
Errei, pensamento errado
rascunho descarado
coração dilacerado
arrojado em querer
o que não podia ter
só me bastou sofrer
com o meu bem querer
Arrogação arrojada
foi o que me aconteceu
agora sou só eu
e nada mais que o nada
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Como pude
Sinto que estou traindo
Mas se não estou com ninguém
é quem?
Uma vontade
irmandade
amizade
ilegalidade
na mais pura
vontade
Descerro que
sou quem
sou eu
quem sou
eu
Trair a si mesmo
trair por pensamento
no "agimento"
do comportamento
do ser quem não sou (ou do querer)
e ser quem sou (ou do não querer)
Mas se não estou com ninguém
é quem?
Uma vontade
irmandade
amizade
ilegalidade
na mais pura
vontade
Descerro que
sou quem
sou eu
quem sou
eu
Trair a si mesmo
trair por pensamento
no "agimento"
do comportamento
do ser quem não sou (ou do querer)
e ser quem sou (ou do não querer)
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Eu sozinho caminho
Hoje, eu caminho sozinho
sozinho de solitário
solidão
imaginário
sem nenhum caminho
- ou um que (me) queira -
mas é melhor assim
do que viver junto e piorar
Sei que vou sofrer só
mas vou ser eu só
quem vai sofrer, só
E se eu ficar bom?
...
sozinho de solitário
solidão
imaginário
sem nenhum caminho
- ou um que (me) queira -
mas é melhor assim
do que viver junto e piorar
Sei que vou sofrer só
mas vou ser eu só
quem vai sofrer, só
E se eu ficar bom?
...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Adeus A Deus
Me despeço aqui de todos,
foi bom conhecê-los
vivê-los nesse tempo
o tempo acaba
vira outro
Agora sim vou poder
procurar novos todos
e novamente me esconder
para então desses
me despedir e morrer
tentarei de novo e de novo
outra vez conquistarei
novos amigos herdarei
e como num ovo
o ciclo refarei
foi bom conhecê-los
vivê-los nesse tempo
o tempo acaba
vira outro
Agora sim vou poder
procurar novos todos
e novamente me esconder
para então desses
me despedir e morrer
tentarei de novo e de novo
outra vez conquistarei
novos amigos herdarei
e como num ovo
o ciclo refarei
terça-feira, 22 de abril de 2008
Afogando
Acordei hoje desesperado
estava sendo afogado
Meus olhos urravam
clamavam lágrimas
gotas que engolia
- da primeira à última -
engolia, engolia e engolia
só eu sei o sofrimento
só eu o lamento
De tanto colocar goela a baixo
fiquei cheio de mim
me enchi até quase afogar
ainda tenho tempo
para me salvar
fechei a boca
- inicio o fim -
começo a chorar
agora nado
no rio que lagrimejei
e nada me faz flutuar
só afundar, a mente pesa!
ainda há risco
de eu me afogar
estava sendo afogado
Meus olhos urravam
clamavam lágrimas
gotas que engolia
- da primeira à última -
engolia, engolia e engolia
só eu sei o sofrimento
só eu o lamento
De tanto colocar goela a baixo
fiquei cheio de mim
me enchi até quase afogar
ainda tenho tempo
para me salvar
fechei a boca
- inicio o fim -
começo a chorar
agora nado
no rio que lagrimejei
e nada me faz flutuar
só afundar, a mente pesa!
ainda há risco
de eu me afogar
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Descerrarei-me
Espero eu um dia descerrar
algo, alguém ou a mim
algo de especial
amor unilateral
alguém real
amor bilateral
a mim sem mal
felicidade banal
descerrarei o descerrar
descerrando sempre
a mim que encontrarei
algo e alguém para amar
algo, alguém ou a mim
algo de especial
amor unilateral
alguém real
amor bilateral
a mim sem mal
felicidade banal
descerrarei o descerrar
descerrando sempre
a mim que encontrarei
algo e alguém para amar
domingo, 20 de abril de 2008
A Escolha
Não importa a porta.
a escolha que fazemos
é o cômodo que entramos,
ou o que queremos
esperamos
Um desejo
no caminho
um corredor
a dor
a porta
o entrar
o caminhar
não importa
será sempre entrar
caminhar
igualdade no incerto
incerteza igual
escolha ideal
a escolha que fazemos
é o cômodo que entramos,
ou o que queremos
esperamos
Um desejo
no caminho
um corredor
a dor
a porta
o entrar
o caminhar
não importa
será sempre entrar
caminhar
igualdade no incerto
incerteza igual
escolha ideal
sábado, 19 de abril de 2008
Receba Rebeca receba
Receba uma flor
do espinho que
faz da dor
um gemer
fazer amor
Rebeca uma flor
do carinho que
faz do amor
um ceder
morrer de amor
Receba Rebeca
Receba então
de minha mão
de antemão
meu coração
Não se iluda
nessa ilusão
Receba
Rebeca
do espinho que
faz da dor
um gemer
fazer amor
Rebeca uma flor
do carinho que
faz do amor
um ceder
morrer de amor
Receba Rebeca
Receba então
de minha mão
de antemão
meu coração
Não se iluda
nessa ilusão
Receba
Rebeca
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Paráfrase
Eu concordo e assino embaixo!
Assim vou, não copiar, mas
fazer como quem faz
o que me deixa feliz.
Assim vou, não copiar, mas
fazer como quem faz
o que me deixa feliz.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
O contínuo
Passava de um lado ao outro
do outro ao um
sem soltar
pelo menos um
som
Das várias missões servis
uma missão, Comunicar
Eu fui contínuo
e continuo a sê-lo
do outro ao um
sem soltar
pelo menos um
som
Das várias missões servis
uma missão, Comunicar
Eu fui contínuo
e continuo a sê-lo
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Obsoleto
Estou sendo obsoleto
não me importa a vida
- nesse momento -
a morte pode vir
a vida ir
usarei o que me dói
o que me mata
o que corrói a mata
para saber que sei
o sabido por quem quero
Obsoletando pensamentos...
não me importa a vida
- nesse momento -
a morte pode vir
a vida ir
usarei o que me dói
o que me mata
o que corrói a mata
para saber que sei
o sabido por quem quero
Obsoletando pensamentos...
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Eu, a lembrança e a esperança
O passado deixa marcas, lembranças
Somos transformadores de futuro em passado
Somos a esperança lembrada
O dia de amanha será sempre amanha,
o dia de ontem será sempre ontem.
começamos a morrer ao viver
começamos a viver ao morrer?
Eu, a totalidade
resultado de lembranças
com a vida esperançosa
da personalidade que cria
cria do eu
estende o eu
Sou a expressão
do alguém vivido.
Somos transformadores de futuro em passado
Somos a esperança lembrada
O dia de amanha será sempre amanha,
o dia de ontem será sempre ontem.
começamos a morrer ao viver
começamos a viver ao morrer?
Eu, a totalidade
resultado de lembranças
com a vida esperançosa
da personalidade que cria
cria do eu
estende o eu
Sou a expressão
do alguém vivido.
domingo, 13 de abril de 2008
O ermo
Na ermida, onde pareço viver,
Ermitão não falta ao meu lado
Falta a ermitoa que
com sua voz entoa
o meu coração a toa.
Como ermo vivo
senão para não sê-lo
se selo o vivo
ermo sou.
Ermitão não falta ao meu lado
Falta a ermitoa que
com sua voz entoa
o meu coração a toa.
Como ermo vivo
senão para não sê-lo
se selo o vivo
ermo sou.
sábado, 12 de abril de 2008
Apaixonado?
Quis você
só pra mim
só pra dizer
eu te amo
Esperei
Vibrei
pensei
e amei
chorei
estava você e eu
o sim e o não
o sentir e o sentimento
Juntos, um só
Mas eramos dois
e assim será
da sua parte
sem resposta,
ou não resposta.
Não sei se espero
Não sei se quero
Não serei sincero
tão me desespero
ao não saber do fim
o começar
Coragem tive
Firme fui
Minha primeira vez
Um apaixonado!
apaixonado?
só pra mim
só pra dizer
eu te amo
Esperei
Vibrei
pensei
e amei
chorei
estava você e eu
o sim e o não
o sentir e o sentimento
Juntos, um só
Mas eramos dois
e assim será
da sua parte
sem resposta,
ou não resposta.
Não sei se espero
Não sei se quero
Não serei sincero
tão me desespero
ao não saber do fim
o começar
Coragem tive
Firme fui
Minha primeira vez
Um apaixonado!
apaixonado?
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Íntimo amigo
Sem vergonha
Tudo a mostra
o bem e o mal
Dúvidas não existem
Jogo aberto
Boca aberta
Corpo aberto
Vida nua
Coração
Pensativo
Abertura total
abertura final
racional não
emocional
Um só corpo cindido
Com vácuo entre eles
Aproximação, penetração
imaginação
Irreal prazer ideal
Tudo a mostra
o bem e o mal
Dúvidas não existem
Jogo aberto
Boca aberta
Corpo aberto
Vida nua
Coração
Pensativo
Abertura total
abertura final
racional não
emocional
Um só corpo cindido
Com vácuo entre eles
Aproximação, penetração
imaginação
Irreal prazer ideal
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Esperando a hora de esperar
Não aguento mais essa angústia
em ter que te esperar cada vez mais
E esperando vou te esperar
Me falta tempo para a esperança
de um dia não ter que te esperar
e viver como espero,
esperando te amar
Meu coração já não bate por mim
ele espera a hora certa
o amor irrespondível
um novo esperar
já que o que espero
é sempre te amar!
em ter que te esperar cada vez mais
E esperando vou te esperar
Me falta tempo para a esperança
de um dia não ter que te esperar
e viver como espero,
esperando te amar
Meu coração já não bate por mim
ele espera a hora certa
o amor irrespondível
um novo esperar
já que o que espero
é sempre te amar!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Enquanto escrevo
Enquanto escrevo
está na mão
a coisa mais feia
mas bonita
Amada
longa
cresce
vai longe
me traz prazer
no fim
da tristeza
de fazê-la sozinho
Saem outros
mortos no tempo
no vai e vem
que o pensamento
faz na mão
está na mão
a coisa mais feia
mas bonita
Amada
longa
cresce
vai longe
me traz prazer
no fim
da tristeza
de fazê-la sozinho
Saem outros
mortos no tempo
no vai e vem
que o pensamento
faz na mão
segunda-feira, 24 de março de 2008
Meu, seu amor... nosso
Estou pronto
já posso amar
porém tenho medo
medo de errar
medo de acertar
medo de amar
Agora é minha vez
te deixo descansar
atitudes tomarei
atitudes pra te amar
Cada gesto será teu
Cada palavra será tua
Cada respiro, o seu
Cada pensar, o nosso
Uma idéia
O ideal
Assim acaba a duvida
será que vou amar
amar quem me ama?
Só existe um amor... o nosso!
já posso amar
porém tenho medo
medo de errar
medo de acertar
medo de amar
Agora é minha vez
te deixo descansar
atitudes tomarei
atitudes pra te amar
Cada gesto será teu
Cada palavra será tua
Cada respiro, o seu
Cada pensar, o nosso
Uma idéia
O ideal
Assim acaba a duvida
será que vou amar
amar quem me ama?
Só existe um amor... o nosso!
terça-feira, 18 de março de 2008
Vontade de dormir
Hoje quis dormir pra não viver
como em momentos passados
momentos voados como
a razão do meu ser
No sonho a vida continuava
a dor bati e não se importava
o ser vivia e não se encontrava
o pensamento crescia aumentava
recolhido
dormido
tudo parecia acabar
tudo parecia acabado
tudo nada juntos acordei
voltei a viver como antes
como em momentos passados
momentos voados como
a razão do meu ser
No sonho a vida continuava
a dor bati e não se importava
o ser vivia e não se encontrava
o pensamento crescia aumentava
recolhido
dormido
tudo parecia acabar
tudo parecia acabado
tudo nada juntos acordei
voltei a viver como antes
segunda-feira, 17 de março de 2008
Evoè
Uma mulher tentando falar
um grupo tentando entrar
um momento tentando passar
Só observar
Só olhar
Sair entrar
Saciar
barulhos
movimentos
posições
abrir fechar
gemidos, uma voz
fotos
escritos
sem nada
briga da mulher e homem
briga da sociedade
briga na realidade
curvas, apertos
desvios, barrados
censurado, acabado
olhar cansado
boca aberta
saborear
um grupo tentando entrar
um momento tentando passar
Só observar
Só olhar
Sair entrar
Saciar
barulhos
movimentos
posições
abrir fechar
gemidos, uma voz
fotos
escritos
sem nada
briga da mulher e homem
briga da sociedade
briga na realidade
curvas, apertos
desvios, barrados
censurado, acabado
olhar cansado
boca aberta
saborear
domingo, 16 de março de 2008
Um dia Especial
Sempre é uma grande alegria...
Uma grande festa...
Uma grande distância...
---------------------------------
De ponta a ponta gritavam
De lado a lado dançavam
A cada passo, uma pessoa
A cada pessoa, passos
Festa! - acreditava o vizinho
de mente \ coração / vocação
Era cada pessoa em seu lugar e
aos passos se foi o dia, a pessoa
Aos passos chegou na pessoa, a idade
Um ano a mais
Um ano a menos
presentes,
presentes,
eausentes
Aos Passos de...
Na Pessôa de...
...
..
.
.
..
...
DEDICADO AOS...
Passos de uma Pessôa !!!
Uma grande festa...
Uma grande distância...
---------------------------------
De ponta a ponta gritavam
De lado a lado dançavam
A cada passo, uma pessoa
A cada pessoa, passos
Festa! - acreditava o vizinho
de mente \ coração / vocação
Era cada pessoa em seu lugar e
aos passos se foi o dia, a pessoa
Aos passos chegou na pessoa, a idade
Um ano a mais
Um ano a menos
presentes,
presentes,
eausentes
Aos Passos de...
Na Pessôa de...
...
..
.
.
..
...
DEDICADO AOS...
Passos de uma Pessôa !!!
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Escrever e falar...
"Ora sabereis que a sua riqueza de expressão intelectual é tão prodigiosa, que fam numa língua e escrevem noutra [...] duas línguas da terra, o brasileiro falado e o português escrito."
Macunaíma
MARIO DE ANDRADE
Macunaíma
MARIO DE ANDRADE
sábado, 9 de fevereiro de 2008
O jornalista...
"O público que nos lê não sabe o quanto esta vida de jornalista é ingrata; não sabe que soma de energia ela exige e como nos tira os melhores momentos de ócio e os melhores minutos de prazer. Vivemos por assim dizer para os outros; e quem vive para os outros, é claro que muito pouco pode viver para sí."
Recordações do escrivão Isaías Caminha
LIMA BARRETO
Recordações do escrivão Isaías Caminha
LIMA BARRETO
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Um final
Chega mais um final
Tudo nesta vida,
neste mundo,
começa e acaba!
Acaba porque começa
somente por isso
Começa sabendo que terá um fim
e é isso que esperamos
Mas devemos esperar ou esperançar?
Agora acaba um mês, começa outro
Tudo nesta vida,
neste mundo,
começa e acaba!
Acaba porque começa
somente por isso
Começa sabendo que terá um fim
e é isso que esperamos
Mas devemos esperar ou esperançar?
Agora acaba um mês, começa outro
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A VIDA
Poemas que tentam expressar a vida, ou momentos dela, por meio de comparações.
AMIZADE
Amigos vão e vêm, mas são sempre amigos. Amizade é algo que muda a nossa cabeça. Envolve nossa vida. Vive com agente.
APAIXONE...
Quem nunca sentiu uma paixão? Quem nunca disse palavras de amor? Aqui ficam textos de uma paixão. Real? Irreal? Correspondida? Cabe a você julgar.
CITAÇÕES
Durante minhas leituras alguns trechos ficaram em minha mente e me inspiraram.
CONTINUE...
A cada mês uma estória será iniciada. Quem vai escolher o final, será você! Escrevendo (completando) a cada dia um pedaço da estória. No final do mês teremos um desfecho.
CRÔNICAS
Situações do dia-a-dia vistas em um anglo diferente. Críticas e humor. O nada aqui pode virar risada.
DICIONÁRIO
Vou "obsoletar" um pouco com as palavras que, pela minha ignorância, desconheço. Descerrando-as ei de nunca mais desconceituá-las em mim.
EROS
Frases picantes. Informações penetrantes. Momentos únicos e por isso especiais. A valorização da intimidade.
MEU MUNDO
Entre na minha mente e conheça meu mundo bolha. Aqui estão escritos muito pessoais. Qualquer dúvida, chame o psicólogo. Bem vindo à minha vida!
MEU TEMA É...
Improvisação. Quem fez teatro sabe o quanto isso é importante. Aqui quem vai escolher o tema dos textos será você! Dele nascerá um poema, crônica, conto...
PENSAMENTOS
Este blog começou para "guardar" meus pensamentos. Esse foi o início de tudo. Aqui estão frases pessoais que eu eternizaria. Algumas bem intimas, de momentos de crise. Bem vindo ao meu íntimo!
PENSE...
Não basta a leitura... você tem que entender. Para entender, pense!
PESSOAS
Nomes reais, palavras irreais. Num conjunto de letras tento construir uma pessoa. Qualquer um pode estar aqui! Só os escritos saberão que são eles a junção daquelas palavras.
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Para caminhar comigo nos meus pensamentos, utilize o menu ao lado ("meus caminhos") e escolha qual caminho (tema) você quer seguir:
A VIDA
Poemas que tentam expressar a vida, ou momentos dela, por meio de comparações.
AMIZADE
Amigos vão e vêm, mas são sempre amigos. Amizade é algo que muda a nossa cabeça. Envolve nossa vida. Vive com agente.
APAIXONE...
Quem nunca sentiu uma paixão? Quem nunca disse palavras de amor? Aqui ficam textos de uma paixão. Real? Irreal? Correspondida? Cabe a você julgar.
CITAÇÕES
Durante minhas leituras alguns trechos ficaram em minha mente e me inspiraram.
CONTINUE...
A cada mês uma estória será iniciada. Quem vai escolher o final, será você! Escrevendo (completando) a cada dia um pedaço da estória. No final do mês teremos um desfecho.
CRÔNICAS
Situações do dia-a-dia vistas em um anglo diferente. Críticas e humor. O nada aqui pode virar risada.
DICIONÁRIO
Vou "obsoletar" um pouco com as palavras que, pela minha ignorância, desconheço. Descerrando-as ei de nunca mais desconceituá-las em mim.
EROS
Frases picantes. Informações penetrantes. Momentos únicos e por isso especiais. A valorização da intimidade.
MEU MUNDO
Entre na minha mente e conheça meu mundo bolha. Aqui estão escritos muito pessoais. Qualquer dúvida, chame o psicólogo. Bem vindo à minha vida!
MEU TEMA É...
Improvisação. Quem fez teatro sabe o quanto isso é importante. Aqui quem vai escolher o tema dos textos será você! Dele nascerá um poema, crônica, conto...
PENSAMENTOS
Este blog começou para "guardar" meus pensamentos. Esse foi o início de tudo. Aqui estão frases pessoais que eu eternizaria. Algumas bem intimas, de momentos de crise. Bem vindo ao meu íntimo!
PENSE...
Não basta a leitura... você tem que entender. Para entender, pense!
PESSOAS
Nomes reais, palavras irreais. Num conjunto de letras tento construir uma pessoa. Qualquer um pode estar aqui! Só os escritos saberão que são eles a junção daquelas palavras.